Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/06/2023

Foi na Revolução Industrial, iniciada no século xviii, que os costumes populacionais mudaram consideravelmente, incluindo os hábitos alimentares: produtos industrializados se tornaram mais consumidos e acessíveis. Na atualidade, isso reflete-se no padrão alimentar do século xxi e no aumento de casos de obesidade, principalmente entre as crianças, o que torna necessário discutir acerca dos desafios encontrados no combate contra a obesidade infantil.

Primeiramente, é importante dizer que diferente do que muitos acreditam, a obesidade é um problema que vai além da estética, é agravente para a saúde física. Segundo a Agencia Nacional de saúde suplementar(ANS), o sobrepeso é um dos principais fatores de risco para doenças não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e várias formas de câncer. Esse fato evidencia que a obesidade é problemática para a saúde e consequentemente para o futuro das crianças. Ademais, desmistifica também a erronea ideia de que deve-se combate-la apenas por motivos estéticos.

Além disso, vale ressaltar que o maior desafio para combater a obesidade é a dificuldade de alterar os más hábitos da rotina alimentar das crianças. “A obesidade está mais ligada ao estilo de vida do que a fatores genéticos” disse a psicóloga Valéria Tassara e de fato, ao lidar com a questão da obesidade infantil deve-se mudar a maneira da qual a criança vive, todavia é importante reconhecer que vivemos em uma sociedade cada vez mais dependente de alimentos ultraptocessados e que tem substituído cada vez mais os naturais pelos industrializados. Tudo isso dificulta para que as crianças tenham estilos de vida mais saudáveis, assim sendo, é preciso que os mais velhos tenham a consciência de buscar para si próprios uma vida mais saudável e assim, influenciem as crianças.

Concluindo, fica nítida a proporção dos riscos corridos pelas crianças que desenvolvem obesidade. Assim sendo, Cabe ao ministério da saude criar planos que auxiliem na amenização da problemática, isso pode ser feito por meio de projetos que integrem a escola e as famílias das crianças , focando na reeducação alimentar. Isso tudo deve ter por finalidade ofertar de maior qualidade para crianças e adolescentes, diminuindo quadros de obesidade entre esse público.