Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 19/06/2024

Aristóteles, grande pensador da antiguidade, defende a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem a razão e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais. Nesse contexto, ao presenciar os desafios do combate à obesidade infantil, vê-se que o princípio aristotélico não é alcançado, na medida em que a falta de educação nutricional e o sedentarismo ainda são fatores que potencializam essa característica social.

Inicialmente, é notória que a falta de educação nutricional está relacionada a um problema estrutural. Nesse sentido, a ausência de conhecimento sobre nutrição entre pais e crianças contribui para escolhas alimentares inadequadas. Tal conjuntura, de acordo com Kant, é análoga à “Menoridade intelectual”, na qual caracteriza a falta de autonomia dos indivíduos sobre seus intelecto. Nesse raciocínio, ao observar os desafios do combate à obesidade infantil, percebe-se que o cidadão, incapaz de assumir uma postura crítica, torna-se refém da “Menoridade” e, consequentemente, banaliza essa realidade.

Ademais, nota-se o sedentarismo como um fator que dificulta a resolução do entrave, uma vez que o aumento do tempo gasto com atividades sedentárias, como assistir TV ou jogar videogame, reduz o tempo disponível para atividades físicas. Nesse contexto, conforme Zygmunt Bauman, em sua teoria “Instituições Zumbis”, as instituições sociais, como o Estado, dissolveram suas funções de controle e regimento da ordem, sendo “zumbis” pelo fato de manterem-se vivos, mas sem eficácia de intervenção. É por essa razão que as barreiras no combate à obesidade infantil ainda é evidente, uma vez que não há estímulo por parte das autoridades governamentais em relação à prática de atividades físicas.

Portanto, para que a obesidade infantil seja combatida, o Ministério da Educação (órgão do governo federal brasileiro responsável por assegurar a educação no país) precisa estimular rotinas saudáveis às crianças. A par desse raciocínio, isso deve ser realizado por meio da criação de programas voltados para a promoção de uma alimentação saudável e atividade física entre as crianças. Dessa forma, a população será capaz de sair da “Menoridade” e, felizmente, concretizar os ideais aristotélico.