Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/01/2020
Com o processo de urbanização e o consequente inchaço populacional, iniciados, principalmente, no período das revoluções industriais, a demanda por alimentos aumentou drasticamente em todo o mundo. Apesar de a produção desse gênero ter crescido de forma vertiginosa, a qualidade nutricional não esteve atrelada à esse processo. Em vez disso, o rítmo caótico imposto nas grandes cidades modificou os hábitos alimentares da população e a obesidade já é um dos principais problemas em saúde.
Primeiramente, segundo a Organização Mundial da Saúde-OMS, 54% da população brasileira está acima do peso, o que coloca o Brasil como o terceiro país do mundo em número de obesos. Nesse sentindo, o Ministério da Saúde acrescenta ainda que a cada quatro horas uma pessoa morre no Brasil vítima de complicações da obesidade, como doenças cardiovasculares, diabetes entre outras e que a cada três crianças, uma está com excesso de peso. Dessa forma, em vista dos fatos apresentados, há a necessidade de estimular a prática regular de exercícios físicos e da inserção de uma alimentação saudável para a educação do paladar e combate à obesidade infantil.
Outrossim, se nas décadas de 70 e 80 o Brasil sofria com problemas relacionados à desnutrição infantil, a problemática agora é ainda pior- a obesidade infantil- segundo o médico pediatra Fernando José de Nóbrega. Esse cenário é prova das modificações que vida urbana vem sofrendo. A necessidade de comida rápida e pronta fez com que o prato típico do brasileiro se modificasse do feijão e arroz para alimentos como hamburgueres, refrigerantes- os Fast Foods- que são comidas com baixo valor nutricional e que acarretam danos à saúde das crianças. Assim, alimentos industrializados e ultraprocessados, como enlatados e embutidos, são ricos em cloreto de sódio e outros conservantes, de forma a aumentar a vida útil do alimento mas, estão relacionados a doenças do sistema cardiovascular como hipertensão, Acidente Vascular Cerebral e metabólicas como diabetes.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação, por meio de incentivo financeiro às escolas, promovam a abertura de concurso públicos ou contratos de profissionais educadores físicos, nutricionistas entre outros, que proporcionem práticas esportivas nos discentes e docentes, com a finalidade de promoção de saúde, promovendo, pois, qualidade de vida e redução nos índices de obesidade infantil . Além disso, o governo deve fomentar repasses financeiros para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, de forma a promover o acesso a alimentos orgânicos e menos industrializados, a fim de que os alunos, em tenra idade, tenham contato com alimentos menos calóricos e, assim, eduquem o paladar e atuem como agentes ativos na educação alimentar de outras pessoas.