Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/04/2018
No filme icônico do cinema britânico, “Tempos Modernos”, escrito, dirigido e atuado por Charles Chaplin, o protagonista lida com diversos percalços ao tentar se adaptar à modernidade. Apesar de ter sido lançado na década de 40, o filme é contemporâneo ao falar dos problemas da vida agitada para o homem; entre eles, hoje temos a obesidade infantil, visto que 3 entre cada 8 crianças sofrem disso no Brasil. Apesar da obesidade infantil afetar o indivíduo, os fatores que levam a esse problema de saúde estão profundamente mais ligados à educação alimentar, isso sendo responsabilidade da família.
É importante evidenciar, inicialmente, que segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que, em 2025, 11,3 milhões de crianças serão obesas, isso é uma parcela relevante da população, e se assim perpetuada, será a face de nosso futuro, já que segundo o Deputado Evandro Roman, responsável por projetos voltados à alimentação infantil, as crianças são os adultos de amanhã. Tendo em vista a profundidade do problema, é necessário mostrar a necessidade de uma alteração na alimentação da criança, visto que as refeições são feitas principalmente em casa, é de papel da família intervir no cardápio dos pequenos.
Segundo Jean-Jacques Rousseau, o homem nasce livre mas a todo lado é posto a ferros. Isso demonstra claramente a relação entre sociedade e homem, onde essa molda o indivíduo, alienando sua liberdade; as crianças na sociedade moderna descobriram cedo tal alienação. A dinâmica social agitada do período contemporâneo favorece a má alimentação infantil, dando vantagens a alimentações feitas de forma rápida, que em sua grande maioria, apresentam risco para saúde dos infantos. Dessa forma esses que deveriam ser protegidos em seu círculos familiares da dinâmica perversa do mundo moderno, são expostos por seus tutores às franquias de fast-food que em geral não têm compromisso algum com uma alimentação voltada a um desenvolvimento infantil saudável.
Torna-se claro portanto o papel fundamental na família em conduzir a criança a uma vida saudável, e de como isso é fator determinante para o fim da obesidade infantil. Nesse sentido, para que o problema possa ser tratado, o Ministério da Saúde deve criar, para a família, projetos de educação alimentar, que conscientizem e os forneçam auxílio de nutricionistas e profissionais da área, através dos centros de assistência social, a fim de que os familiares sejam capazes de preparar as crianças desde pequenas a uma reeducação alimentar, permitindo que a prevenção desse mal possa ser feito em seus lares. Nessa conjuntura, o quadro atual de jovens com esse distúrbio alimentar poderá vir a ser reduzido.