Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/03/2018
Desde a revolução neolítica, com o fim do nomadismo e os avanços na agricultura, o homem viu-se numa posição de conforto e sedentária, o que tornou possível uma nova realidade, problemas envolvendo a obesidade. Atualmente, no Brasil, muitas crianças e adolescentes sofrem ante a obesidade infanto-juvenil. Torna-se, necessário, portanto, analisar como a lógica capitalista contemporânea e o sedentarismo contribuem para o agravamento da problemática.
A sociedade Consumista é uma das principais causas do crescimento da obesidade infantil no Brasil. Isso acontece porque, na visão hipercapitalista ,o desejo insaciável pelo lucro faz com que a indústria cultural crie a necessidade de consumo na criança, consonante ao que defendeu Adorno e Horkheimer. Com isso, o indivíduo sente-se seduzido por propagandas que tentam convence-lo de que só se pode encontrar a felicidade no ato de comprar, como ocorre no Marketing de redes fast-food, por exemplo. Assim esse jovem não dotado de uma criticidade aguçada estará compelido a alimentar-se inadequadamente e a causar o sobrepeso.
Além disso, outro fator preponderante para a evolução desse problema de saúde é o sedentarismo infantil. Isso ocorre devido ao modelo pedagógico vigente, que tem o foco exclusivo da desenvoltura de competências para resolução de problemas imediatos e muita das vezes negligencia a educação pessoal e crítica do pequeno cidadão. Ademais, como defendido pelo sociólogo Talcott Parsons, a família produz a personalidade do ser, assim, cabe aos pais a educação direta para direcionar o filhos às práticas saudáveis, como a atividade física.
Portanto, medidas são essenciais para diminuir a obesidade infantil brasileira .Para isso, é fundamental que o Governo Federal junto às redes midiáticas promovam debates televisionados, com filósofos e sociólogos, a fim de discutir o padrão Consumista atual e mostrar outras formas de alcançar a satisfação em detrimento do consumismo, para que, com isso, a sociedade por meio da informação torne-se menos alienada e vença as seduções da indústria cultural. Outrossim, é necessário que o MEC junto ao Ministério da Saúde desenvolvam um plano de educação conjunto, para a criança e a família ,através de palestras com profissionais da Saúde, mostrando a importância de desenvolver hábitos salutares. dessa forma, a criar uma cultura de atenção com a qualidade de vida e de compromisso com a saúde.