Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/04/2018

No documentário “Muito Além do Peso”, é retratada a realidade de crianças brasileiras que possuem hábitos alimentares inadequados e estão com excesso de gordura corporal. Entre elas está Yan (4 anos), um garoto obeso e que apresenta problemas de saúde devido ao seu estilo de vida. Além das telas, o contexto atual aponta um crescimento exponencial de casos similares aos apresentados, assim como, coloca o país em situação emergencial. Em virtude disso, é preciso discorrer sobre os desafios do combate a obesidade infantil, o que se deve a fatores como: qualidade alimentar e sedentarismo, assim como, publicidade voltada a esse público.

Segundo especialistas, a obesidade é um problema multifatorial que está relacionado a fatores sociais, educacionais, econômicos e fisiológicos. Embora a faixa etária mais afetada seja os adultos, estudos indicam que nos últimos anos, cada vez mais, essa doença está presente na população infanto-juvenil. É indubitável que um dos responsáveis é a má qualidade das refeições aliada ao modo sedentário que a sociedade adotou para viver. Além do mais, a introdução da comida industrializada, como refrigerantes, biscoitos e outros, foram suficientes para a garotada aderir a um novo padrão alimentar e inadequado, isso, contribuiu para seu o efeito negativo, o ganho de peso. Além disso, esse excesso é apenas uma janela para outras enfermidades como, hipertensão, diabetes e outras.

Outrossim, deve-se salientar que a mídia influência diretamente na alimentação das crianças. De acordo com Karl Max, em um mundo capitalizado, o valores éticos e morais são ignorados quando a questão envolve lucros. Nesse sentido, as empresas alimentícias criam campanhas publicitárias diretamente voltadas para esse público. Exemplo disso são as redes de fast-food, as quais por meio de animações e brindes buscam aliar diversão aos seus produtos; por consequência, essas mercadorias são responsáveis pela deterioração da saúde do consumidor.

Infere-se, portanto, que a obesidade na infância é um transtorno de saúde pública e social, o qual deve ser discutido e combatido. Uma medida futurística, partindo-se de órgãos governamentais, seria criar programas de educação alimentar nas escolas como " Meu alimento é natural", em que crianças são instruídas a perceberem a importância de um alimento em suas vidas, apresentando-lhes frutas e legumes, assim desenvolveriam hábitos alimentares saudáveis, por conseguinte, virariam adultos conscientes sobre o assunto. Por outro lado, por parte do poder legislativo, deve-se regular as propagandas alimentícias que circulam em todo território. Essa proposta deve contar com a aprovação de leis que obriguem as indústrias a avisar ao público os riscos recorrentes do consumo excessivo de seus produtos.