Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/03/2018
Segundo sociólogo Karl Mannheim, o que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade. No que se refere, ao combate à obesidade infantil pode-se dizer que é um enorme desafio a ser enfrentado pelo tecido social brasileiro. Isso se evidencia não só pelo número cada vez maior de casos de obesidade na infância, bem como pelas comorbidades causadas em crianças em virtude dessa doença.
Em uma primeira análise, pode-se citar o número de casos de obesidade infantil vêm crescendo nas últimas décadas. Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos é obesa atualmente. É revoltante que esses pequenos indivíduos estejam sendo negligenciados à esse ponto, de sofrerem com essa terrível doença ainda no início de suas vidas, quando não tem senso crítico bem formado para decidirem qual a forma mais saudável de viver.
Em uma abordagem mais aprofundada, deve-se sinalizar as comorbidades em consequência da obesidade cada vez mais frequentes em crianças, e que antigamente eram acometidas só em adultos. De acordo com estudo realizado pela Universidade Nove de Julho, de São Paulo, cada vez mais crianças de 4 aos 18 anos tem desenvolvido colesterol alto, pressão elevada, aumento do ritmo cardíaco, tudo isso devido a falta de alimentação adequada e o carência de atividade física. É desconcertante que em um país de proporções como o nosso ainda não tenhamos achado um modo de auxiliar essas crianças que sofrem com essas debilidades, em razão da obesidade.
Torna-se evidente portanto, que medidas são necessárias para que possamos alcançar os ideais da teoria do filosofo Mannheim, e assim desenvolver adultos capazes de levar vidas saudáveis nas próximas décadas, ao invés de deixa-la somente no papel. Ao Governo Federal em colaboração com escolas de todo país, devem promover palestras orientando uma alimentação adequada por meio de frutas e verduras, criando oficinas de culinária com crianças e seus pais. Para que dessa forma, essas crianças despertem o interesse pela vida saudável, e aos pais o alerta de que precisam melhorar a qualidade de vida de seus filhos, guiando-os nesse percurso.