Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/04/2018

O termo qualidade de vida diz respeito ao conjunto de práticas que englobam, principalmente, alimentação saudável, atividade física e saúde mental. Entretanto, em países capitalizados como o Brasil, a qualidade de vida dos indivíduos é sacrificada em detrimento da produtividade dos mesmos, o que gera graves consequências sociais e de saúde pública. A problemática se torna ainda mais séria quando atinge o público infantil, onde crianças submetidas ao ritmo de vida de seus pais passam a enfrentar as mesmas consequências que eles, dentre elas o sedentarismo e a obesidade infantil.

Esses problemas encontram raízes históricas e são reações às mudanças socioeconômicas que ocorreram no país e no mundo. Desde o processo de Revolução Industrial, o modo com que os indivíduos lidam com suas rotinas passou a ser cada vez mais moldada pelo sistema, buscando-se, sem sucesso, o concílio entre trabalho e família. Paralelamente, os produtos industrializados provindos desse sistema ganharam força no universo nutricional infantil, pois, através das propagandas, as indústrias vendem alimentos hipercalóricos travestidos de saudáveis, suculentos e práticos.

Sob uma outra perspectiva, a mudança na estrutura social da família impactou a saúde das crianças de outra forma. Uma vez sobrecarregados pelo trabalho, os pais encontram na tecnologia um refúgio para suprir o entretenimento e a relação familiar com os filhos. Dessa forma, além de serem submetidas a uma alimentação insuficiente, as crianças são atingidas pelo sedentarismo. Segundo o Ministério da Saúde, uma a cada três crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso ideal. As consequências da obesidade infantil são imensas: as crianças passam a serem mais propícias a desenvolverem doenças crônicas como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos. Além disso, tem sua expectativa de vida reduzida.

Portanto, são necessárias medidas governamentais e sociais para conter o problema. Órgãos ligados

à educação, como o MEC (Ministério da Educação), devem fazer parcerias com as escolas buscando criar programas, mutirões e metas que visem a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. A sociedade, por sua vez, deve exigir das empresas, por meio de protestos e boicotes, a transparência e coerência dos dados nutricionais dos produtos. Assim, a qualidade vida das crianças será garantida.