Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/04/2018

Há alguns anos ser gordinho era sinônimo de saúde, pois crianças subnutridas eram mais vulneráveis a doenças. No entanto, atualmente o cenário reverteu-se, visto que a obesidade infantil se tornou um grave desafio a ser enfrentado. Não obstante, tal problema advém da desinformação no período gestacional e a falta da prática de esportes.

Segundo o doutor Dráuzio Varella, gestantes que cuidam da alimentação correm riscos 80% menores de ter filhos obesos. Entretanto, o aumento do percentual de crianças obesas confirmam que mães não estão regrando o que comem, pois a falta de informação nos meios públicos, como jornais e mídias sociais, seguida do apoio histórico, visto que mulheres durante a gestação tendem a pensar que necessitam de quantidades absurdas de caloria, mantendo um desequilíbrio.

A obesidade infantil – como a adulta – é um problema de saúde pública. Quase metade (47,6%) das crianças brasileiras de 5 a 9 anos tem obesidade ou sobrepeso, de acordo com dados do IBGE. Podendo causar nas crianças problemas considerados de adultos, como diabetes, colesterol alto, insônia e hipertensão.

Existem obstáculos para erradicar a obesidade infantil no Brasil, cabe à Receita Federal destinar uma parcela dos impostos de renda para a criação de programas com o pré-natal, no intuito de acompanhar a alimentação da gestante, por intermédio de nutricionistas, visando o equilíbrio alimentar. Além disso, o Ministério da Educação deve propor mais aulas de Educação Física, a fim de estimular a criança na prática de esportes desde o Ensino Fundamental II.