Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 31/03/2018
Revolução Alimentar
Há mais de dois mil anos, Platão já considerava que ‘‘o importante não é viver,mas viver bem’’. Entretanto, essa frase não se mantem presente na rotina das vítimas de obesidade infantil, na qual a falta de educação alimentar, o aumento do sedentarismo e a necessidade de consumo baseado em comidas pouco saudáveis se revelam fortes barreiras contra o bem-estar em uma sociedade que preza a qualidade de vida.Nesse novo contexto, a alimentação é mais que a ingestão de nutrientes.
Em primeiro ponto, a falta de uma educação voltada para a importância de hábitos alimentares saudáveis se mostra cada vez mais necessária. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade tende a aumentar especialmente dentre as crianças da América Latina,nesse sentido, a necessidade de um ensino nutricional e maior rigor na preparação de refeições em escolas revela-se intrinsecamente ligada ao futuro de adultos vigorosos.Torna-se claro,nesse sentido a necessidade de maior intervenção educacional na busca de instruir cidadãos mais conscientes de uma vida sadia.
Além disso, a falta de incetivos à práticas físicas e a inserção cada vez mais precoce ao mundo digital caracterizam um empecilho a uma vida ativa.Essa realidade aponta para o aumento do mercado de ‘‘fast-food’’ e ‘‘disk-entregas’’ que se popularizam progressivamente em uma sociedade frenética.Por sua vez a velocidade de informações possibilitou a entrada ainda prematura de crianças no mundo tecnológico,muitas vezes,adquirindo hábitos sedentários que permitem o desenvolvimento de doenças cardíacas além do sobrepeso.Trazendo a tona,o dever de uma vida mais prática que não é atendida.
Ademais,é visivelmente crescente a utilização das veículos de informação para a venda e o incentivo ao consumo de alimentos ricos em calorias e de baixa qualidade nutricional. Segundo o estudo do sociólogo Theodor Adorno,a indústria cultural incorpora por meio das mídias a necessidade do consumo manipulando hábitos, dessa forma o público alvo é voltado para o meio infantojuvenil, utilizando-se de mecanismos para atrair ao consumo através de brinquedos e ilustrações,sem controle sobre os conteúdos exibidos.Com isso, a obesidade se revela ainda na infância.
Fica evidente,portanto, que a falta de um ensino direcionado ao meio alimentar,a falta de estímulos a uma vida dinâmica e a alta participação das mídias corroboram para o aumento da obesidade infantil.Nesse sentido,faz-se necessário parceiras do Ministério da Educação com o Ministério da Saúde com o objetivo de ministrar palestras e aulas extra-curriculares com a finalidade de ensinar o valor de uma vida saudável.Ademais,é essencial programas esportivos governamentais voltadas ao público infantil,além de regulamentar propagandas expostas a esse público.Assim, a revolução será frutífera.