Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 31/03/2018
A obesidade infantil tornou-se uma grande problemática no século XXI, em razão do grande número de patologias adquiridas através da obesidade. Assim, o mau hábito alimentar das pessoas, como fast-oods e alimentos industrializados com alto teor calórico, leva esses indivíduos a desenvolverem doenças, principalmente em crianças, como problemas cardíacos e elevados índices de colesterol, devido a uma cultura de consumo perante a população. À vista disso, inferimos que tal problemática é inerente ao cotidiano acelerado das pessoas e à falta de uma educação alimentar.
Destarte, conforme o psiquiatra Augusto Cury, o cidadão vive em um ritmo constantemente acelerado, com diversas informações ao mesmo tempo e esquece de cuidar de si mesmo. Dessa forma, esta sociedade capitalista desenvolve maus hábitos que prejudicam a sua saúde, para que possa finalizar suas tarefas ao fim do seu dia. Isto posto, as crianças são as mais afetadas por esse problema, pois pela falta de tempo de seus pais elas se alimentam de maneira errada e prejudicam sua saúde, por conta desse hábito alimentar de fast-food. Nesse âmbito, isso é refletido em dados, já que em 2016 aproximadamente 124 milhões de jovens foram considerados obesos, conforme o site G1.
Dessa Maneira, segundo os pensadores da escola de Frankfurt, a Indústria Cultural é o principal artifício, a qual as massas de indivíduos são influenciadas em seu estilo de consumo. Uma vez que diariamente as pessoas são influenciadas a consumirem os produtos apresentados pelos comerciais de televisão. Diante disso, essa alienação de consumo impede uma reeducação alimentar da família, a qual diversas vezes optam por comerem comidas de rápido preparo e calóricas, como um hambúrguer ou uma pizza, em vez de um alimento mais saudável. Com isso, a obesidade infantil cresce de forma exponencial em conjunto com outras patologias, como hipertensão e outros, a qual diminui drasticamente a qualidade de vida das crianças.
Por conseguinte, faz-se necessário intervenções para dirimir o acelerado cotidiano das pessoas e à falta de alimentação balanceada. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas midiáticas, a qual mostrem as mazelas causadas pela obesidade infantil, que incentive as pessoas a disporem de mais tempo em seu cotidiano, para adotar uma alimentação mais saudável e praticar esportes com seus filhos, afim de que possa haver uma mudança de hábito na alimentação e no estilo de vida das crianças e dos seus pais. Mas também, assiste ao Ministério da Educação, através de palestras educacionais, as quais devem ser guiadas por nutricionistas que apresentem como se deve adotar um estilo de vida mais saudável para as crianças e quais tipos de alimentos devem ser evitados, para que possa haver uma reeducação alimentar dos jovens na escola, a qual será refletida em casa.