Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/03/2018

A obesidade - distúrbio caracterizado pelo sobrepeso corporal - tem aumentado seu índice entre a população mundial, principalmente em países em desenvolvimento, atingindo não só o segmento adulto mas também o infantil. Com isso, fatores como a correria cotidiana da sociedade, assim como mudanças alimentares ocasionadas pelas novas formas de vida - através da influência do tempo e da tecnologia - têm ocasionado disfunções graves às crianças e dificultado o combate à obesidade infantil.

Primeiramente, é de importância reconhecer que tal doença  se desenvolve mais facilmente na fase pueril, por conta do organismo que ainda se encontra em formação. Uma das principais causas dessa condição anômala é a falta de tempo no dia a dia dos pais ou dos responsáveis. Com a ocupação do trabalho e outras atividades usuais, os encarregados pela nutrição da criança presente em seu ambiente familiar buscam um meio mais fácil de alimentá-la através de fast-foods e produtos industrializados a fim de que possam otimizar o tempo presente e satisfazer a necessidade do organismo - a fome. Consequentemente, não produzem uma educação alimentar necessária ao desenvolvimento completo e saudável da criança e ainda criam oportunidades de progressão de doenças crônicas degenerativas no indivíduo por conta do sobrepeso.

Outro aspecto a ser levado em consideração é a ocorrência do aumento anual e descomunal do sedentarismo infantil. Além da mudança nos hábitos alimentares, ainda há alteração na forma de vida da criança como a ausência de movimentação corporal ocasionada pela substituição de brincadeiras e atividades físicas por instrumentos tecnológicos como tablets, celulares, videogames e outros usufrutos da internet em geral. Com essa nova maneira de entretenimento, o público infantil encontra-se satisfeito em suas ocupações tecnológicas, deixando de se movimentar e, consequentemente, de perder as calorias necessárias. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, cerca de 15% das crianças sofrem com a obesidade e dessa porcentagem 10% dos pequenos passam mais de 1 hora, por dia, na frente da tv e da internet.

Desse modo, faz-se necessário alternativas de combate à obesidade infantil para que amenizem consequências sociais, psicológicas e físicas a esses seres ainda em evolução. Logo, o Ministério da Saúde deve desenvolver um projeto em conjuntura com o Ministério da Educação e o da Comunicação, para que promovam nas escolas a instrução familiar através de palestras e reuniões obrigatórias com profissionais da saúde - nutricionistas e psicólogos - e ensinem a importância da educação do paladar da criança, acompanhado de monitoramento através de exames periódicos àquele aluno que mostra um desenvolvimento do sobrepeso e assim tentem reverter o problema, auxiliando os responsáveis.