Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 31/03/2018
Superação Nietzschiana
Zaratustra - o profeta-personagem de Nietzsche - disse em seus discursos que “o homem deve superar-se”. No Brasil, tal superação se faz necessária no que tange aos hábitos alimentares excessivos que estão sendo desenvolvidos por algumas crianças, tornando-as obesas. Entretanto, há a presença de desafios que dificultam o combate à obesidade infantil: o desconhecimento acerca dos riscos desse problema e o papel influenciador das empresas.
Segundo as definições da Citologia, o excesso de sais e açúcares na corrente sanguínea promove a quebra do equilíbrio osmótico celular. Sendo assim, nos casos em que as crianças consomem excessivamente estes compostos, ocorre o aumento do volume do sangue, devido ao processo fisiológico de osmose. Por conseguinte, haverá a elevação da pressão arterial, o que ocasionará a formação de danos cardíacos. Assim, com a alienação acerca desses riscos, ocorrerá a perpetuação do problema. Ademais, vale ressaltar que, de acordo com o Ministério da Saúde, “3 em cada 10 crianças são atingidas pelo problema da obesidade”. Esta estatística pode ser explicada pela influência que as empresas, em especial as de “Fast-food”, exercem sobre as crianças para a compra de seus lanches, seja através do oferecimento de brindes ou de brinquedos infantis. Consequentemente, as crianças sentem-se impulsionadas a consumir e dar-se-á a perpetuação do impasse.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, através da ajuda dos professores, alertar as crianças desde a educação básica, no ensino das ciências, sobre os riscos que a obesidade pode oferecer, a fim de conscientizar esse público e reverter a situação. Ademais, cabe à família impor limites aos alimentos que as crianças desejam consumir, a fim de barrar a influência empresarial na alimentação infantil. Dessa forma, poder-se-á combater a obesidade infantil e criar um legado do qual Zaratustra pudesse se orgulhar.