Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/03/2018

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 15% das crianças entre 5 e 9 anos de idade são obesas. Embora a porcentagem pareça pequena em relação ao todo, a tendência é desse número crescer drasticamente e prejudicar hoje e amanhã esses menores. Isso ocorre devido à ausência dos pais no crescimento dos filhos e da falta de investimentos educacionais e/ou estruturais por parte da maioria das escolas no Brasil.

A ausência dos pais no crescimento dos filhos constitui um problema gritante na formação completa da criança. Remetendo-se à Revolução Industrial do século XVIII, na Europa, vê-se, de forma clara, que o mundo tornou-se, quase que holisticamente, capitalista, em que o trabalho vem consumindo a maior parte do tempo das pessoas. A partir disso, os pais se ausentam de estar acompanhando a alimentação de suas crianças, deixando as mesmas “à mercê” de comidas “fast food”, com alto valor calórico e extremamente prejudicial à saúde, elevando, e muito, o risco de obesidade.

Atrelada a isso, está a falta de investimentos educacionais e/ou estruturais relacionados a boa prática de atividades físicas nas escolas, sejam públicas ou privadas, como locais adequados e bem equipados. Esses investimentos iriam atenuar os efeitos drásticos do sedentarismo, que acompanha cerca de 45% das crianças no geral, segundo o IBGE. A atividade física, aliada a uma boa alimentação, reduz e muito as chances de se desenvolver  a obesidade.

Torna-se evidente, portanto, que a família e a escola devem combater a obesidade. Em razão disso, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente deve, a fim de buscar a conscientização, disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que mostrem as consequências que a omissão dos pais pode causar. Ademais, o Ministério da Educação deve liberar mais verbas para construção ou manutenção de locais adequados para a boa prática de atividades físicas.