Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 31/03/2018
O grupo social familiar é a principal via de aprendizado e descobertas de uma criança, no qual pode influencia no comportamento da mesma na fase adulta. Um dos hábitos cultivados pelas famílias é o alimentar, todavia este se apresenta pouco eficiente e condicionador de futuros problemas de saúde, principalmente à obesidade, cada vez mais crescentes entre crianças e adolescentes. Associado a baixa oferta de alimentos nutritivos, estão os fatores genéticos e as novas tecnologias que dificultam a formação de uma futura geração adulta e saudável.
Um estudo fornecido pelo Ministério da Saúde mostrou que 8% das crianças entre 0 a 5 anos apresentam obesidade e que os números tendem a crescer. Tais dados estão ligados a pré-disposição genética à obesidade de grande parte populacional, mas refletem principalmente a má alimentação infantil que, geralmente, inicia-se a partir da complementação do leite materno aos 6 meses de vida, com opções de alto teor calórico e baixa nutritividade, tais como os produtos industrializados. A frequência destes hábitos e os poucos exemplos saudáveis dos pais dificultam a aderência das crianças por legumes, frutas, etc., que não insistem na alimentação equilibrada acabam por firmar a concepção alimentar das crianças.
Arraigada ao fator alimentar, as novas tecnologias influenciam no comportamento sedentário de crianças, que me sua maioria, trocam momentos de brincadeiras, atividades físicas por horas frente à televisão, tablets, videogames dentre outros. Tais hábitos são introduzidos na vida infantil desde bebê, onde pais conseguem momentos de distração aos menores com músicas, joguinhos e programas televisivos infantis, ocasionando o desestímulo e a preferência pela vida sedentária, que em geral resulta em jovens e adultos com sobrepeso ou obesos e inúmeras doenças.
Tendo em vista tais problemáticas, a contribuição para a redução da obesidade deve-se fundamentalmente a partir da família, no qual deverá optar por uma alimentação mais saudável, que englobe todos os grupos alimentares, com exemplos reais dos pais, além da insistência para com as crianças em experimentar novos sabores e novas receitas. Ademais, a família deve praticar conjuntamente exercícios físicos agradáveis, a fim de que as crianças desenvolvam o hábito e gosto pela movimentação. A escola também deve contribuir par ao processo educacional alimentar, a partir da interação com brincadeiras recreativas entre os pequenos, palestras e conversas dinâmicas sobre a alimentação saudável, para que desta forma os futuros adultos cresçam saudáveis e conscientes e transmitam os bons hábitos.