Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/04/2018

PERIGO ALIMENTAR

Com a intensa oferta de produtos industrializados a partir da década de 70, foi visível a mudança nos hábitos alimentares na mesa dos brasileiros de todas as idades, afetando principalmente a faixa infantojuvenil, que com a substituição de frutas e verduras pelos chamados “fast foods”, sofrem cada vez mais cedo com doenças cardiovasculares, diabetes e pressão alta, levando muitos pais a um estado de alerta.

Segundo a OMS em uma pesquisa realizada em 2016, 12% dos brasileiros na faixa de 5 a 9 anos apresentam sérios problemas de saúde ocasionados pela obesidade e o quadro agrava-se a cada ano. Diminuindo assim, suas expectativa de vida, que pela primeira vez está menor que a de seus pais. Outra questão é o aumento de crianças com casos depressivos e de baixa auto-estima começando cada vez mais cedo, levando-as ao isolamento devido a pratica de bullying em escolas ou até mesmo em casa por familiares.

Isso tudo, é consequência de uma introdução sem limites a alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, que ultrapassam índices de sódio em uma única refeição, juntamente a falta da prática de esportes, gerando um aumento de 5% nos gastos públicos com saúde infantil. Uma verba que poderia ser investida em outras áreas que favorecesse a população como um todo.

O problema é evidente em todas as idades, porém, sendo evitado na infância diminui muito a incidência na vida adulta, ao qual deve haver uma ação conjunta entre pais e o governo. A reeducação alimentar, esclarecimento a importância de uma boa alimentação, incentivo a prática esportiva e construções de áreas de lazer, tudo isso junto a auxilio psicológico, são investimentos que podem evitar vários problemas de saúde na população brasileira. A instrução é uma ótima iniciativa que levará aprendizados da infância à vida adulta que serão repassados a próximas gerações, tornando-as mais saudáveis.