Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 31/03/2018
Antigamente, os gordinhos eram sinônimo de saúde, pois acreditava-se que os mesmos eram menos propícios a ficarem doentes. Entretanto, nos tempos modernos essa realidade ganhou outros olhos, se tornando um sério problema de saúde pública. Isso se deve à diversos fatores como; ausência de exercícios físicos, alimentação inadequada e até mesmo falta de informações no período gestacional.
Segundo a endocrinologista Cláudia Cozer, quando a genitora apresenta quilos extras na gravidez, as chances de a criança também se tornar obesa é de 50% a 60% e se ambos os pais forem obesos, a porcentagem aumenta ainda mais. É importante que as gestantes sejam alertadas sobre a necessidade de regrarem a ingestão de calorias, visto que a gravidez altera o processo metabólico da mulher, tornando-se necessário que esteja emocionalmente preparada para não ter dificuldade de controlar o impulso de comer, e é de extrema importância que lembrem que tudo o que consomem vai para o bebê.
No entanto, de acordo com dados do Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso e 8,4% dos adolescentes são obesos. Somado a isso, podemos dizer que as mães não tem sido cuidadosas com a alimentação como citado anteriormente. Em virtude da pouca informação fornecida, principalmente em meios públicos como jornais e redes sociais, seguida de um acompanhamento profissional insuficiente e o desequilíbrio alimentar.
Vale também ressaltar que na era da tecnologia, tornou-se comum jovens permanecerem horas sentados em frente à computadores, vídeo-games e televisões, além do consumo de comidas industrializadas como fast-foods. Soma-se a isso, a falta de incentivo à prática de esportes, visando a diminuição no índice de sedentarismo e, consequentemente, a obesidade. Convém ainda lembrar da carência de apoio à momentos esportivos nas escolas durante as aulas de educação física. Tais fatos contribuem para o aumento de peso, junto às diversas doenças como diabetes.
Em suma, fica evidente a existência de inúmeros desafios que dificultam o combate ao tema referido. Torna-se necessário, não só que a autoridade governamental crie projetos em parceria com nutricionistas e pediatras, para que todos tenham acesso ao tratamento de reeducação alimentar como também acompanhamento psicológico caso a criança sofra algum transtorno. É preciso também que os responsáveis ofereçam alimentos saudáveis aos filhos. Ademais, o Ministério da Educação deve investir em atividades diferenciadas nos colégios que induza os estudantes a desenvolverem o interesse pela ginástica. Dessa forma, será possível minimizar o índice de obesidade infantil.