Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 31/03/2018
Nas últimas décadas, o Brasil alcançou uma considerável diminuição da fome, aproximando-se dos índices das nações desenvolvidas. Em contrapartida, os índices de obesidade, sobretudo a infantil, tem se tornado um dos problemas mais sérios da sociedade contemporânea, e muitos são os fatores que corroboram essa afirmação.
Com o crescimento da globalização cultural a mídia é, sem dúvidas, um dos principais responsáveis por esse mal. A música Amerika, da banda alemã Rammstein, expõe perfeitamente a participação midiática para com esse problema, que incentiva a sociedade ao consumo e ao famoso “American Way Of Life”, o que vem a ser uma influência negativa, visto que os EUA é o país com a maior taxa de obesidade adulta e infantil no mundo. A abertura de franquias de fast foods também é uma grande consequência da globalização, a vantagem de uma comida saborosa não equivale à desvantagem de uma má alimentação, tornando-se assim uma grande causa dos problemas relacionados à saúde e à obesidade infantil.
O excessivo uso da tecnologia também é um grave fator que influencia esse mal secular. Hodiernamente, crianças e adolescentes fazem o uso de aparelhos tecnológicos de forma abusiva, substituindo atividades físicas por horas na frente de vídeo-games, computadores, celulares e televisores, tendo por consequência o sedentarismo e respectivamente o sobrepeso. Outrossim, a vida urbana, incluso a violência, a carência de segurança pública em áreas de lazer e esportes, são razões que estão intrinsecamente ligadas a esse tipo de sedentarismo.
Tendo em vista o assunto previamente apresentado, é inegável que a necessidade de uma educação alimentar e da influência midiática de uma vida saudável para crianças e adolescentes é de extrema urgência. Logo, bom seria que o Ministério da Saúde, em aliança com a mídia, criasse campanhas de incentivo às atividades físicas, com investimentos em profissionais da saúde, bem como nutricionistas, que o Governo Federal investisse em infraestrutura e segurança pública em áreas de lazer e esporte, e que as escolas não só controlassem as merendas escolares com lanches saudáveis, mas também valorizassem as aulas de Educação Física, para que assim o Brasil se torne um país saudável, visto que esses são o futuro da nação.