Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/03/2018

No Brasil, uma questão que vem obtendo bastante destaque diz respeito à obesidade, principalmente quando associada aos maus hábitos alimentares e à sedentarização por parte da sociedade, devido à elevada frequência desse tipo de conduta. Desse modo, essa circunstância comprova a urgência de uma articulação mais evidente entre ações políticas e sociais, com o objetivo de diminuir as implicações de tal comportamento errôneo.

De fato, o total de indivíduos que apresentam obesidade teve um aumento significativo, o que, lamentavelmente, tem prejudicado a sociedade brasileira. Nessa perspectiva, é importante salientar que o projeto de lei 4328/16 assegura a reeducação alimentar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir a reparação por dano moral ao obeso. Todavia, muitos desconhecem tal dispositivo e não possuem um esclarecimento adequado para a realização de denúncias relacionadas à essa problemática, evidenciando a negligência do Poder Público em divulgar certas informações à população, dificultando o combate dessa realidade.

Ademais, ressalta-se, ainda, que a ineficiência de famílias e de escolas na transmissão de valores que pregam pelo bem geral contribui, de forma significativa, para a permanência de uma mentalidade marcada pela acomodação e pelo sedentarismo. Nesse contexto, Friedrich Hegel, filósofo alemão do século XVIII, preconizou que “a educação é a arte de tornar o homem ético”. Assim, a lógica desse pensador é extremamente atual e fortalece a premissa de que a ausência de orientações pode comprometer a conduta do ser e, no caso da obesidade, contribui para que a falta da prática de exercícios físicos seja tão defendida e normalizada na sociedade brasileira.

Diante disso, com o intuito de promover um maior enfrentamento à obesidade no Brasil, compete ao Governo, do âmbito municipal ao federal, disseminar vastas campanhas de esclarecimento social sobre o dispositivo jurídico e sobre o procedimento de efetuar denúncias, por intermédio das redes sociais e do apoio da imprensa, promovendo uma diminuição dos danos morais. Ademais, cabe às escolas buscar parcerias com as famílias, para, com palestras gratuitas, fomentar uma boa orientação à população. Dessa forma, com base na ética proposta por Hegel, esse fato social será gradativamente minimizado.