Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/03/2018

O século XXI é considerado a era da praticidade, as pessoas têm cada vez menos tempo para coisas rotineiras como sentar-se à mesa em fámilia para uma refeição. Ao invés disso, optam por soluções rápidas como fast-foods e lanches industrializados, o que tem contribuído para um geração de crianças e adolescentes obesos. Este quadro é agravado, ainda mais, pela redução na prática de atividades físicas pela juventude moderna e faz com que essa situação se torne uma problemática de saúde pública.

Hodiernamente, ao analisar crianças e adolescentes acima do peso notam-se padrões de sentimentos e de comportamentos. Muitos deles possuem TDAH (Transtorno do Défict de Atenção e Hiperatividade), baixa auto-estima e alto nível de irritabilidade, isso os prejudica em várias areas de sua vida e evidencia que a obesidade não é meramente um problema estético. Segundo René Descartes, não existem soluções fáceis para problemas difíceis; sob tal ótica, percebe-se que a troca de uma alimentação saudável, por uma baseada na “praticidade” está prejudicando gravemente toda uma geração.

Além disso, o uso indiscriminado das tecnologias modernas tem feito com que os jovens troquem a prática de esportes por horas e horas em frentes a computadores e smartphones. Este fato é extremamente prejudicial para essa parcela da população, pois o sedentarismo está intrinsecamente ligado ao aumento das taxas de obesidade infântil e causa a elevação do LDL(colesterol ruim), problemas articulares, fadiga excessiva; os colocando no grupo de risco para patologias como: infarte do miocárdio, AVC (Acidente Vascular Cerebral), diabetes e distúrbios hormonais.

Sendo assim, observa-se a necessidade de que setores da sociedade civil, órgãos públicos do legislativo e ligados a saúde tomem medias para previnir a obesidade infântil. Portanto, leis municipais que proibam a venda de refrigerantes e frituras em escolas, incentivariam as crianças a se alimentarem de forma mais saudável, ajudando-as a repetirem esse comportamento em casa. Ademais, urge que a mídia divulgue em programações infantís a importância da prática de esportes e o prejuízo do mal uso das tecnologias modernas por longos períodos. Por conseguinte, é necessário que as fámilias se conscientizem do seu papel de cuidado com a saúde das crianças, façam exames periódicos para saberem dos níveis de glicose e colesterol e estejam sempre monitorando seus pesos, de acordo com altura e idade, para poderem se alertar em caso de sobrepeso e não permitir que a criança se torne uma futura obesa.