Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/03/2018

A obesidade infantil é um problema que vem crescendo demasiadamente ao longo dos anos, o que pode ser visto como algo negativo, levando-se em consideração que muitas crianças da geração atual já nascem com a expectativa de vida menor que a de seus pais. No Brasil, esse crescimento está ligado não apenas a fatores genéticos, como também a falta da prática de esportes e a grande quantidade de horas em frente a aparelhos tecnológicos.

A inserção da tecnologia surgiu com a Primeira Revolução Industrial, época essa em que houve a substituição da mão de obra por máquinas a vapor. Desde esse período, brincadeiras como jogar futebol na rua, brincar de boneca e fazer teatrinho, estão sendo trocadas gradativamente por vídeo games, tablets e computadores. Isso nos faz perceber que a cada geração que passa, há uma  diminuição na interação física entre as crianças, e, consequentemente, um aumento no tempo diante desses aparelhos.

Soma-se a isso o fato de que muitas crianças não são incentivadas nem pelos pais, e nem pela escola a fazerem exercícios físicos. Porém, isso deve ser mudado, visto que essa prática é de extrema importância na sociedade, pois previne diversas doenças, como também ajuda a relaxar, melhorar o humor, diminuir a ansiedade e evitar a obesidade. Ademais, os pais tem que dar o exemplo, praticando atividades físicas, juntamente com uma boa alimentação, uma vez que os filhos tem como espelho estes. Caso contrário, os próprios pais estariam contribuindo pela má formação desses conceitos.

Torna-se evidente, portanto, que a ingestão de alimentos saudáveis na infância acarretará numa geração adulta sadia. Cabe a Escola incentivar aulas de Educação Física, de forma que promova o interesse de todas as crianças e adolescentes a realizarem atividades físicas, para que se evite, assim, problemas que intensifiquem a obesidade, como doenças cardiovasculares, sedentarismo, diabetes e hipertensão. Cabe a família ter uma alimentação saudável perante aos filhos, de forma que exerça uma influência positiva dentro de casa, para que influencie o filho de que é aquele tipo de alimentação que ele deve seguir. Além disso, cabe a ela também controlar o tempo que o filho passa em frente as telas de televisão, vídeo games e computadores.