Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/04/2018
Hambúrgueres. Pizzas. Refrigerantes. Doces. Esses fast foods substituíram o arroz, o feijão e a salada de 34% dos brasileiros, de acordo com a Vigitel. O problema é que, além de calóricos, estimulam a dopamina e causam dependência. Assim, as mudanças alimentares, o sedentarismo e o aumento da ansiedade tornaram a obesidade infantil um desafio bastante complexo.
As transformações nos hábitos alimentares dos jovens está estritamente ligada ao contexto histórico do capitalismo no Brasil. Pelo fato da ascenção das indústrias resultar no trabalho excessivo dos pais. Eles, por falta de tempo e de informação sobre a importância dos nutrientes, preocupam-se apenas em saciar a fome dos filhos e preparam alimentos rápidos, industrializados e calóricos.
Outra adversidade, que estimula o excesso de peso infantil, é o sedentarismo associado à ansiedade. O primeiro é prococado pela falta de estímulo à prática de atividades físicas. Com isso, divertem-se jogando vídeo games ou na Internet. O segundo, é gerado pelas multitarefas escolares e pressões para se tornar um profissional bem sucedido, segundo a psicóloga Mélaine Tavares. Essa realidade pode acarretar a compulsão alimentar.
Dessa forma, a obesidade atinge 8,4% dos adolescentes no Brasil. Por consequência, induz ao aparecimento de doenças crônicas como diabetes, cardiopatias e colesterol alto. Caso atitudes efetivas não sejam tomadas, em 2025 o número de obesos se igualará a população de São Paulo. Ademais, a situação dos hopitais, que já é caótica, piorará com o aumento dessas enfermidades.
Em virtudes dos fatos mencionados, constata-se que o país necessita combater a obesidade na infãncia. Para isso, é necessário, portanto, que o Ministério da Saúde juntamente com as secretarias municipais divulguem, por meio de agentes da saúde e propagandas televisivas, a importância da alimentação variada e nutritiva na infãncia. Como a médica Paula Albuquerque recomenda, é preciso educar o paladar nos primeiros três anos de vida. Deve haver, também, a implantação de uma Lei pelo Poder Legislativo que proíba a venda de frituras e refrigerantes nas escolas. Além disso, as escolas, com o apoio legal dos deputados, devem promover aulas interativas com os pais ensinando a preparar alimentos nutritivos e atuar na diminuição da ansiedade. Essa última é possível por meio da contratação de psicólogos aulas de Yoga e atividades esportivas. E por fim, é preciso que o Ministério do Esporte aliado ao poder Executivo realize construções de áreas de lazer nas cidades voltados ao público juvenil para estimular o esporte.