Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/04/2018
Desde a pré-história,a obesidade era vista como sinônima de beleza e fertilidade entre os seres humanos.Porém,a evolução informacional e científica retrataram os antigos padrões,reconhecendo os causadores e os malefícios dos precários hábitos alimentares das populações,tendo a obesidade infantil como um viés de crescimento alarmante e um fator preocupante para as gerações.Nesse contexto,é plausível incluir o papel das indústrias alimentícias,assim como a ausência de uma rígida educação alimentar pelos setores sociais,como fatores cruciais para a crescente obesidade infantil.
O comportamento humano atual sempre foi influenciado diretamente pelas mídias.Esse fator foi preponderante para que as indústrias,sobretudo as alimentícias,influíssem sobre o comportamento alimentar da população.Nesse sentido,não só a produção de alimentos industriais gordurosos ou sem um rótulo saudável,mas também a proliferação apelativa desses produtos,com anúncios e propagandas,incitam crianças e adolescentes ao consumo constante e a índices preocupantes de obesidade infantil.Tendo isso em vista,uma pesquisa do Ministério da Saúde constata que,no Brasil,uma em cada três crianças,entre 5 e 9 anos,encontram-se em excesso de peso e 8,4% dos adolescentes são obesos,estabelecendo uma ponte entre a oferta compulsória das indústrias sobre os alimentos e os índices alarmantes da obesidade infantil.
Outrossim,a ausência de práticas educacionais alimentares torna-se um fator crucial para um emponderamento da obesidade infantil.Práticas irregulares na alimentação dos jovens são apaziguadas,sem um controle rígido ou um alertar do que comer ou não,corroborando para uma liberdade alimentar.Todavia,a falta de uma educação no paladar traz aos menores a obesidade vinculada a transtornos,cardiopatias,depressão,entre outras anomalias,dificultando a qualidade de vida.Em relação a isso,o estadista romano Sèneca afirma que:“a educação exige maiores cuidados,pois ela influi sobre toda a vida”.Logo,é pertinente a ideia de que os hábitos alimentares devem ser averiguados e ensinados ,com a participação do controle regular dos pais e de campanhas compreensíveis do governo brasileiro.
Portanto,medidas são necessárias para resolver tais impasses.O Poder Legislativo deve promover uma legislação apropriada para a rotulagem e publicidade de alimentos,com multas para as empresas que se apropriarem de anúncios extremamente apelativos ou que vendam produtos com escassez de informações nos rótulos.Também,o Ministério da Saúde,juntamente com o âmbito escolar,deve estabelecer uma política de educação alimentar,atentando-se as crianças,por meio de palestras e conversações que visem o diálogo sobre os males da obesidade e a importância da boa alimentação.