Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/04/2018

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade já é um dos maiores problemas da sociedade atual, atingindo milhares de pessoas, inclusive crianças. No Brasil mais 30% das crianças estão acima do peso e 8,4 % dos adolescente já são obesos. Esses números são reflexos de uma doença que tem se disseminado entre as crianças devido à fatores comportamentais, socioculturais, biológicos e econômicos.

Com a maior propagação das redes de fast-food e de alimentos industrializados, os hábitos alimentares das pessoas mudaram e consequentemente influenciaram na alimentação das crianças também, pois o que elas comem são aquilo que seus pais e familiares lhes dão. Assim, se uma criança tem hábitos alimentares desregulados, a culpa é diretamente de seus pais. Então um dos desafios do combate à obesidade infantil é a mudança comportamental em relação à alimentação dentre de casa. Devido à correria da vida, muitos pais acabam comprando muito pão, salgadinhos, bolachas, pizzas, lanches, etc, ao invés de preparar uma refeição que contenha nutrientes e caloria adequadas para seus filhos.

Outro desafio em relação à obesidade infantil é a vida sedentária que essas crianças desde cedo levam. Com advento das tecnologias, a nova forma de “passar o tempo”  é através da TV, do vídeo-game, dos celulares e tablets. Dessa forma, o tempo que essas crianças deveria estar gastando suas energias com brincadeiras e esportes, elas ficam paradas, sentadas ou até deitadas na frente desses aparelhos, criando um comportamento sedentário que visa cada vez mais crianças acima do peso e obesas. Até na mesmo nas escolas essa prática sedentária vem sendo disseminada, as crianças não querem mais praticar esportes ou qualquer outra atividade que exija um considerável gasto de energia.

O aumento  da obesidade na infância traz diversas consequências para as crianças como doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta, apneia, prostração e levando, assim, a uma redução da qualidade e da expectativa de vida. Por isso, é necessário uma mudança comportamental e sociocultural na sociedade, começando pela correção dos hábitos alimentares dessas crianças. O governo junto ao  Ministério da Educação deve colocar nas escolas nutricionistas que façam a programação das refeições oferecidas aos alunos e esses profissionais podem também dar palestras mensais para os pais, orientando sobre como deve ser a alimentação de uma criança e o que se deve evitar dar a elas. As escolas podem também oferecer atividades esportivas extracurriculares, como competições entre salas , incentivando a pratica esportiva, combatendo o sedentarismo infantil e erradicando a obesidade nessa faixa etária.