Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/04/2018
A obesidade infantil é uma doença que cada vez mais atinge crianças no mundo. Segundo a FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, cerca de 7% das crianças com menos de 5 anos na América Latina estão com sobrepeso. Pode-se associar essa crescente taxa de obesidade a educação do paladar das crianças, a falta de atividade física e uma alimentação rica em calorias e de baixo teor nutricional.
Nas sociedades contemporâneas o tempo em si é muito estimado e situações que possam reduzi-lo como o preparo de uma refeição não são apreciados. Para agilizar esse processo famílias optam por alimentos altamente processados que são extremamente calóricos e pobres em nutrientes. São baratos e também considerados mais saborosos e o seu uso proporciona alimentação mais rápida tanto no consumo quanto no cozimento. Ademais, uma alimentação considerada natural não é tão acessível a todas as classes socioeconômicas, uma vez que pode ser mais custosa e dessa forma aquela classe com menor poder aquisitivo optará por alimentos processados devido ao seu valor.
Além desse fator, há o sedentarismo. A falta de atividade física não só isso agrava a condição da obesidade infantil, mas também potencializa o surgimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão além de problemas cardíacos. Muitas crianças preferem passar mais horas em frente à televisão, videogames e computadores do que praticar qualquer atividade que gaste calorias. E algumas vezes esse hábito é incentivado pelos pais visto que há poucos lugares recreativos e os que existem são considerados inseguros.Outro problema que pode contribuir com a obesidade infantil se dá com a educação do paladar das crianças.
A partir dos seis meses de idade recomenda-se inserir novos alimentos ao cardápio do bebê, porém, nessa fase é onde muitos pais cometem deslizes que poderão influenciar os hábitos dos seus filhos. Alguns genitores oferecem às suas crianças produtos alimentícios como frituras, e biscoitos recheados. Outra situação comum nos lares é o ato de adoçar sucos, frutas cortadas e até papinhas condicionando o paladar a aceitar apenas esse tipo de alimento.
E para tentar diminuir esse quadro as secretárias municipais de saúde promoveriam reuniões, cartilhas orientando os pais da importância de educar adequadamente o paladar das crianças. Além disso, as prefeituras juntamente com a populações revitalizariam as praças, e as Secretárias de Segurança aumentariam a segurança nesses ambientes. Por outro lado, o departamento de Publicidade criariam campanhas que valorizassem a agricultura local estimulando abastecimento do mercado interno com alimentos frescos, nutritivos e de baixo custo.