Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/04/2018
O vilão presente na mesa
A Idade Média nos dá uma conjectura dentro da emergente situação alimentar da sociedade desse período, permitindo-nos estimar as condições presentes nessa época. As comutações presentes no final da era neolítica, instante que se iniciou as mudanças com foco na urbanização e agricultura, com os fatores que acabaram comprometendo a prática de exercícios físicos e como corolário dessa condição o desencadeamento desenfreado da obesidade. Já no século XXI podemos identificar essa problemática presente no período infanto-juvenil, dispondo do comprometimento da saúde física e mental, além de entravar seu rendimento de aprendizado.
A predominância por hábitos alimentares desordenados se tornou comum na sociedade brasileira, onde a busca por refeições práticas e de fácil acesso como por exemplos os Fast-Food, refeições que podem ser produzidas em curto intervalo de tempo, se tornam cada vez mais comum na vida de crianças e adolescentes. Em uma perspectiva imposta pela OMS (Organização Mundial de Saúde) a obesidade compõe um dilema que afeta todo o mundo por sua tamanha proporção, sendo assim, no ano de 2025, poderemos identificar um número de 75 milhões de crianças com quadro de sobrepeso e obesidade, além de ampliar o desenvolvimento de outras patologias como Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus tipo 2, Infarto Agudo do Miocárdio, Acidente Vascular Encefálico e etc, caso não tenha uma medida reversiva dessa condição. É necessário salientar a existências de condições menos favorecidas por parte de classes sociais baixas provendo a desnutrição infantil onde, não se tem apenas um sinônimo de baixo peso e sim da carência de nutrientes fundamentais para a nutrição e eficiência do funcionamento celular e do organismo em um todo.
Contudo, podemos constatar a dificuldade em educar essa classe já que, é presente a influência da mídia e muitas vezes de um acompanhamento menos severo para orientar de forma efetiva e a falta de informação que oriente de maneira condizente a necessidade de se ter bons hábitos alimentares.
Portanto, é imprescindível uma orientação e uma rotina de qualidade nutricional desde a vida materna, visando menor comprometimento futuro por hábitos desordenados de alimentação. Apresentar propostas pela grade curricular escolar, trabalhos e palestras continuamente enfatizando a conscientização sobre a consequência da ingesta de determinados alimentos e suas ações em nosso corpo. Ademais implementar medidas profiláticas, como implantação de uma política de saúde relacionada a educação nutricional na sociedade, ambientes com estruturas para práticas recreativas, e aplicação de uma legislação que rotule a publicidade alimentícia pelo Governo Federal.