Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/04/2018

A obesidade infantil é um problema que pode levar complicações na saúde da vida adulta. E tem se mostrado um fato recorrente no Brasil, uma vez que um a cada três crianças estão acima do peso, como ratifica o IBGE. E as causas para essa mazela, são fatores genéticos, alimentação inadequada e  o sedentarismo.Além disso, se não for tratada, pode levar efeitos duradouros para a vida, como diabetes ou doenças cardiovasculares.

Segundo Simone de Beauvoir, um adulto é uma criança de idade. Quer dizer, que a criança de hoje é o adulto de amanhã. No entanto, a maioria das crianças hoje em dia, são sedentárias, e muita das vezes, presas em frente à tela de computadores, videogames, tablets ou celulares. Se a criança não corre, não brinca com atividades que gaste as suas calorias, ela pode desenvolver a obesidade. Mas, não apenas isso, esse é um dos fatores e que está aliado a uma alimentação incorreta, como baseada em muitos doces, refrigerantes, biscoitos ou fast-foods. Os pais, no entanto, também estão nesse processo, por não controlar o que seus filhos comem e assim, eles crescem com este tipo de comportamento, o que também pode ser aplicado, futuramente, quando obtiverem a sua própria família. Dessa maneira, é crucial regulamentar certos hábitos, como esses supracitados, desde cedo.

Caso contrário, doenças como diabetes tipo 2, colesterol alto, hipertensão, doenças cardíacas e até depressão farão parte do repertório do quadro de saúde de pessoas que se tornarão adultas, ou nem precisam dessa condição, uma vez que pode desencadear também no estado presente. Assim, crianças obesas e que estão expostas a estigmas de peso podem sofrer preconceitos sociais e isolamento, e isso irá gerar baixo autoestima e efeitos sobre o teu psicológico que podem intensificar a sobrecarga de emoções sobre a comida. Acrescentando-se que irá também atrapalhar no seu pleno desenvolvimento intelectual. E essa situação é muito preocupante, uma vez que o excesso de peso também atingem indivíduos menores de cinco anos, segundo a OMS. Portanto, seria interessante uma educação alimentar a fim de evitar essa situação, porque prevenir é ainda melhor que remediar.

Porconseguinte, é preciso cortar o mal pela raiz, isto é, regular a alimentação desde cedo para que a obesidade não assombre a vida de pessoas  vulneráveis a essa problemática. Para tal, é necessário que os pais se atentem e levem seus filhos ao pediatra, a fim de que avalie e reconheça os possíveis riscos com o cálculo de IMC em todas as consultas e redirecionar ao nutricionista caso for preciso.Assim, poderá contornar o problema antes de surgirem outros.Também a intervenção escolar pode ajudar nesse processo,visando encorajar a atividade física e discutir com as crianças sobre os benefícios dela.Dessarte, além de torná-las conscientes,contribuirá para resultados mais efetivos.