Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/04/2018
A obesidade, sendo um acumulo excessivo de tecido adiposo no corpo do indivíduo, é resultado de diversos fatores, que por sua vez acarretam uma série de problemas. É cada vez mais frequente nos dias de hoje, e faz-se presente também nas crianças e adolescentes. Isso é um problema, pois diz respeito à saúde de um grupo grande de pessoas que não vão ter uma boa qualidade de vida. Além das consequências relacionadas à saúde física, tem também a questão psicológica, que sem dúvidas é afetada (como retratado na novela Carrossel, em que os alunos Jaime e Laura sofrem bullying pelos colegas, justamente por estarem acima do peso), e não se pode deixá-la em segundo plano.
Segundo dados do Ministério da Saúde, uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos estão com o seu peso acima do ideal, e 8,4% dos adolescentes no Brasil são obesos, sendo que de 2008 a 2013 o número de crianças obesas até 5 anos cresceu em 79%, conforme dados publicados no site da Fundação Abrinq. Isso mostra que parte do problema é proveniente da família, pois os que se encaixam nessa faixa etária estão ainda sob responsabilidade dos pais. Assim, o erro ocorre principalmente por ocasião da má alimentação e sedentarismo em que a criança se encontra, além dos distúrbios psicológicos que podem ser presentes. Nas palavras de Albert Schweitzer, “Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros - é a única.”, assim, é preciso, primeiramente, reeducar os pais.
No entanto, eles não são os únicos responsáveis. É preciso também movimentar o Poder Público, pois é muita influência da mídia com propagandas e marketing exacerbado (como foi feito por Hitler para exaltar o Nacionalismo e o Fascismo pregado por ele), que não medem esforços para obter clientes, em especial os fast foods e refrigerantes que contêm em sua composição muito açúcar, sódio, gorduras e outras substâncias que vão acarretar diversos problemas de saúde, tais como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e também má formação óssea. Desta forma, ressalta-se mais ainda a participação do Estado, pois ele terá que arcar com futuras despesas com saúde da população, cujas doenças podem vir por decorrência da obesidade.
Portanto, é necessário que o MEC invista em projetos nas escolas que abordem a questão alimentar, psicológica e física das crianças, relacionando-os aos assuntos estudados em sala de aula e convocando a presença dos pais em tais atos, com palestras de nutricionistas e psicólogos para os mesmos. O Poder Público, por sua vez, deve prescrever e instituir uma lei que proíba a venda de salgadinhos, lanches industrializados, doces e refrigerantes nas escolas, exceto com a existência de uma fiscalização adequada, e ambos os ministérios atrelados ao Ministério das Comunicações inserirem nos canais abertos de televisão, programas que abordem o tema discorrido.