Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/04/2018

Obesidade infantil: mal do século

O aumento da obesidade infantil é uma preocupação do século XXI. Sabe-se que as mudanças alimentares afetam diretamente a qualidade de vida dos seres humanos e consequentemente, oneram os gastos públicos na área da saúde. Portanto, o combate a esse mal é um desafio de toda a nação.

Segundo o Ministério da Saúde, 1/5 das crianças brasileiras encontram-se obesas. Esse é o reflexo de um conjunto de fatores, tais como: o aumento da oferta de alimentos e ausência de atividades físicas. Ao passo que o Brasil avançou na distribuição de renda, permitiu-se o acesso ao alimento à milhões de pessoas que antes viviam em condições de miséria. No entanto, muitas vezes, os indivíduos com o poder de compra não refletem sobre os valores nutricionais que os produtos escolhidos possuem. Ademais, no mundo cada vez mais moderno e tecnológico, as crianças têm seu interesse por jogos eletrônicos ampliados. Entretanto, essas atividades não exigem esforço físico algum e as fazem permanecer sentadas por horas sem elevar o gasto energético.

Nesse interím, ressalta-se que a inserção das mulheres no mercado de trabalho promove a redução do tempo dedicado às tarefas domésticas, entre elas o preparo das refeições. Assim, a ingestão de alimentos práticos e rápidos conquistou espaço. Concomitantemente, as empresas publicitárias realizam com efeito,  a imposição dos seus produtos  favorecendo o consumo de industrializados.

Desse modo, para impedir a criação de uma geração de jovens adultos doentes acometidos por diversas patologias, por exemplo: Diabetes, Hipertensão Arterial Sistêmica, Hipercolesterolemia, Insuficiência Renal Crônica e Acidentes Vasculares Encefálicos (AVEs) faz-se necessário a participação efetiva do Estado e da sociedade. Por meio de parceria, os Ministérios da Saúde e da Educação, devem implantar uma política de educação alimentar nas escolas públicas e privadas com incentivo aos alimentos saudáveis, inclusive nos lanches. Nas unidades básicas de saúde, devem ser realizadas campanhas de orientação aos hábitos adequados. Os pais e/ou responsáveis precisam  inserir, desde a autorização do pediatra, diversos sabores garantindo os nutrientes essenciais para o desenvolvimento infantil, além de compreender a importância de demonstrar bons exemplos aos pequenos buscando auxílio de profissionais, sempre que necessário.