Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/04/2018
Em escala mundial, o número de pessoas com sobrepeso excede o de desnutridos. No Brasil, a parcela de obesos é de 19%, ante 12% em 2006 e 18% em 2014, o viés, portanto, é de alta. Ao relacionar a obesidade e o público infantil, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, havia em 2010 42 milhões de crianças com sobrepeso em todo o mundo. Nesse sentido, além de acarretar uma perda de qualidade de vida para as crianças, traz custos elevados para o sistema de saúde público brasileiro.
É válido destacar, antes de tudo, que o American Way of Life corrobora para o crescente caso de sobrepeso infantil. A propagação do culto ao consumo e de uma vida baseada no progresso tecnológico favorece a falta de atividade física. Desse modo, ao ingerir comidas industrializadas e preferir jogos virtuais, é visível a adoção de práticas que resulta no sedentarismo e, assim, problemas maiores como diabetes, problemas cardíacos. Nesse sentido,o gasto anual estimado do SUS com a obesidade, distribuídos por complicações é de cerca de 460 milhões.
Além disso, na categoria mortes evitáveis no mundo o sobrepeso está bem à frente do álcool e dos acidentes automotivos. Embora o Ministério da Saúde tenha metas para tentar aplainar o número de crianças com excesso de peso como, por exemplo, ao apoiar a redução na quantidade de açúcar nos alimentos processados, é perceptível a presença de um número elevado de pais que induzem os seus filho a comerem inadequadamente pela praticidade e baixo custo, como por exemplo, a escolha de um fast-food, em vez de uma refeição equilibrada nutricionalmente. Nessa perspectiva, esse estilo de vida gera uma defasagem escolar, a presença de discriminação por ter peso de excesso.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para debelar esse crescente mal chamado obesidade. Para isso, cabe as escolas orientar alunos da educação básica na nutrição dos alimentos com a implantação de selos informando os valores nutritivos de um produto e vender lanches mais saudáveis, expondo o benefício dessa mudança em cartazes. Ademais, é preciso que os pais ofereçam alimentos saudáveis às crianças, para essa reeducação alimentar, algumas mudanças pequenas podem fazer a diferença: evitar alimentos ricos em açúcar, sódio e gorduras e servir porções adequadas ao tamanho do seu filho.