Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/04/2018
No período paleolítico o homem era nômade, visto que precisava mudar constantamente de lugar para obter alimentos. Já o período neolítico, posterior ao paleolítico, o homem tornou-se sedentário, pois começou a interferir diretamente na natureza e a controlar as suas formas de alimentação. Nessa instância, essa característica sedentária se propagou até os dias atuais e gerou consequências para a população, como o mal do século, o sobrepeso. Dessa forma, o grau elevado de obesidade infantil no mundo hodierno tornou-se um fator preocupante e seu combate tem como desafios o uso de tecnologias das crianças e a falta de consciência dos pais na alimentação dos filhos.
Em uma primeira análise, é válido observar que o uso excessivo de ferramentas tecnológicas corrobora para a obesidade infantil. Antigamente as crianças não possuíam tablets, smartphones e computadores como brinquedos e com isso para brincar usavam métodos que recorriam a exercícios físicos. Atualmente houve uma inversão desse quadro e grande parte dos jovens não saem mais de casa para se divertir com os amigos, preferindo ficar horas e horas mexendo nos seus aparelhos eletrônicos ou televisão. Esse fato é primordial para a diminuição das atividades físicas e o aumento do sedentarismo, situação que favorece a obesidade. Dessa forma, é importante que as escolas promovam atividades recreativas que utilizem a mobilização corporal ao invés de atividades estáticas.
Outrossim, a alimentação pouco nutritiva e com alto teor lipídico dada pelos responsáveis das crianças intensifica ainda mais esse quadro de obesidade infantil. Com o avanço da indústria alimentícia, os produtos industrializados foram introduzidos de forma majoritária nas refeições das crianças que acabam tornando-se cada vez mais dependentes desses “pseudoalimentos”. A ilustrar esse problema, uma pesquisa feita pela revista Veja em 2015, mostrou que cerca de 95% dos jovens e adolescentes levam na merenda do colégio biscoitos recheados industrializados ou comem hambúrguer ao invés de frutas, cereais e sanduíches naturais e caseiros. Assim, é importante que as escolas e a mídia incentivem os pais a oferecer comidas naturais a seus filhos, a fim de melhorar a saúde infantil.
Torna-se evidente, portanto, uma necessidade de mudança nos hábitos alimentares da população infantil. Destarte, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, incentivar a prática de exercícios físicos e a conscientização dos pais a darem comidas naturais a seus filhos. Tais ações podem ser realizadas, respectivamente, por intermédio do aumento do número de aulas de educação física e atividades educativas que mostrem as consequências negativas da obesidade, assim como realizar palestras nas escolas que mostrem aos pais a importância da comida saudável. Essas medidas têm por objetivo melhorar a qualidade de vida da população infantil através do alimento.