Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/04/2018

A globalização possibilita o crescimento e sucesso em qualquer setor de consumo, porém também possibilita consequências sociais e de saúde. Grandes indústrias como a de alimentação e instantâneos aliados à mídia podem ser os vetores principais no aumento do número de crianças obesas no próximos anos mas os grandes vilões aparecem no cotidiano, estimulados e fundamentados como hábitos que, com o incentivo ideal, prevenidos, poderiam ser.

Alicerçados no meio midiático e no acesso à um universo de informação, as crianças de hoje são passíveis da influência aparentemente positiva de hábitos que podem ser potencialmente prejudiciais. A informação eletrônica e propaganda massiva na indústria dos alimentos, não têm e não procuram explanar as consequências do exagero do uso de seus produtos, mostrando apenas os prós utilizando persuasão. Nos Estados Unidos da América o efeito dos chamados Fast-Foods já apareceram desde o começo dos anos 2000, com uma alta taxa de jovens obesos que não se sentem à vontade para sair pelas ruas, os adolescentes de porão, geralmente entre 18 à 26 anos passam maior parte do tempo em jogos eletrônicos, uma possível “válvula de escape”.

A indolência dos pais na vida alimentar dos filhos colaboram para uma série de problemas que, mesmo sendo reversíveis, poderiam ser evitados. Na fase infantil, a obesidade pode afetar o rendimento escolar, visto que, socialmente, esta situação gera desprezo, logo, caracteriza-se bullying. Estudos afirmam que as próximas gerações de jovens e adolescentes serão compostas por uma grande porcentagem de indivíduos com sobrepeso e sedentários, que, consequentemente, também se encaixarão no grupo de pessoas com baixa expectativa de vida por apresentarem problemas cardiorrespiratórios, por serem mais propícios à admissão de doenças no organismo, além de problemas psicológicos existenciais e probabilidade de invalidez profissional.

Percebe-se então que tais casos devem ser cauterizados através da conscientização familiar no que diz respeito à implementação de hábitos e regras alimentares, assim como auxílio pedagógico, direcionamento psiquiátrico e disciplina nutricional possibilitados pelo instituto de ensino em questão, que carregue uma política de evolução, recuperação e aumento de rendimento do aluno.