Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/04/2018
A alimentação é essencial para manter o bom funcionamento do organismo e proporcionar uma melhor qualidade de vida à população infantil. Embora ela tenha um papel fundamental para o bom desenvolvimento desses indivíduos, o seu excesso pode ocasionar diversos problemas à saúde, dentre eles, a obesidade. São fatores que contribuem para essa problemática os maus hábitos alimentares e a ausência de atividades físicas agravam ainda mais a situação.
Dados recentes da Iniciativa de Vigilância da Obesidade Infantil, da OMS, mostram que, em média, um terço das crianças de 6 a 9 anos está obeso ou acima do peso atualmente. Logo, diante do conforto e facilidades advindas de um mundo globalizado, as consequências diretas no modo de vida da população de um país representam os riscos de uma má alimentação e falta de exercícios físicos, principalmente para os cidadãos em fase de desenvolvimento. O excesso de peso na infância retrata o fácil e rápido acesso à produtos criados para satisfazer as necessidades do consumidor, como a escolha por comidas de fast-food, porém, também representa o princípio para uma série de outras enfermidades como problemas respiratórios, diabetes, hipertensão e cardiopatias.
Ademais, cabe pontuar que os péssimos hábitos da população na alimentação provém, diariamente, da falta de exercícios físicos e de uma má qualidade de sono, o que torna a obesidade uma doença de difícil controle com altas taxas de insucesso e, possivelmente, afetando aspectos psicossociais da criança. Dessa forma, a obesidade incorporada ao preconceito torna-se um grande desafio para os portadores, os quais a utilizam como válvula de escape para enfrentar seus medos e anseios diários. Prova disso, está nos crescentes casos de depressão aliado à obesidade, em crianças, adolescentes e adultos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) ,a tamanha demanda de pacientes tem provocado a diminuição de equipamentos para o atendimento, devido ao uso constante.
Portanto, faz-se necessária uma união de medidas resolutivas. Cabe ao Ministério da Saúde aumentar o número de nutricionistas na atenção básica, a fim de promover periodicamente ações e palestras aos pais e ao público infantil, com o objetivo de orientá-los na adoção de práticas alimentares saudáveis. Por fim, o Ministério da Educação, deve incluir no currículo escolar, cuidados preventivos em saúde, orientando crianças e adolescentes sobre a importância de realizar atividades físicas regularmente e de manter uma alimentação balanceada, promovendo desde cedo o contato desses com à temática. Dessa forma, será possível modificar o comportamento alimentar das crianças e, consequentemente, reduzir a incidência da obesidade proporcionando um avanço na qualidade de vida dessa população.