Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 04/04/2018

Com as Revoluções industriais ocorridas nos séculos XVIII à XX, a sociedade transformou seu comportamento, sobretudo o alimentício, que passou de orgânico para o mais prático, industrial. Nesse contexto, o hábito alimentar irregular oriunda das revoluções é o principal fator para obesidade, principalmente infantil, vigente no Brasil. Diante disso, deve-se analisar como a mídia e a negligência familiar nutricional dificultam o combate da adiposidade na infância.

Em primeira instância, a mídia influencia negativamente no hábito alimentar  da criança. Isso porque, a indústria alimentícia investe no marketing para crianças, pois, de acordo com o Portal Educação as empresas conhecem a inocência e imaturidade infantil, logo, desenvolvem instrumentos persuasivos, como, brindes lúdicos e outras crianças nas publicidades para estimular o desejo pela compra. Lamentavelmente, as crianças desenvolvem um hábito não saudável e contínuo fruto dessa alienação.

Atrelado as publicidades, nota-se ainda, que os  pais descuidam da alimentação do filho, não estimulando-o a prática de exercícios físicos, devido suas rotinas exaustivas lhes proporcionarem falta de tempo e consequentemente a negligência com o filho, sendo frequente o desconhecimento dos riscos da adiposidade para outras patologias, como diabetes e hipertensão. Ademais, consoante ao pensamento determinista Durkheimiano, de que o meio social determina o comportamento humano, as famílias obesas, que conservam seu hábito nutricional irregular incentivam esse comportamento para seus filhos corroborando para o procedimento da doença.

Destarte, é evidente que a obesidade infantil é uma patologia séria e por isso, deve-se solucionar os empecilhos que impedem sua resolução. Sob essa ótica, Cabe ao Ministério da Educação promover uma reeducação alimentar nas escolas por meio de aulas gastronômicas, que ensinem receitas saudáveis e deliciosas, além de palestras ministradas por nutricionistas e atividades físicas regulares para todas as crianças com o intuito de mudar os hábitos e promover uma vida saudável para elas. Outrossim, os órgãos governamentais responsáveis deverão exigir que as publicidades alimentícias enfatizem o valor calórico dos alimentos, além de mostrar as doenças oriundas da obesidade infantil, para que assim pais e filhos estejam cientes e alerta contra o mal secular, que é a adiposidade infantil.