Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/04/2018

Os percalços enfrentados na luta constante pela alimentação adequada, atualmente, são cada vez mais desafiadores. A mídia explora intensivamente imagens de comidas açucaradas e gordurosas, as quais são difíceis de ignorar, principalmente se tratando de crianças. O filósofo francês Emile Duckheim explica esse comportamento através da teoria do “Fato social”, na qual atitudes coletivas tendem a se massificarem.

O combate à obesidade infantil deve iniciar-se cedo. Durante a fase da introdução de alimentos após a amamentação, há a tendência de adoçá-las para deixar mais agradável ao paladar dos bebês. No entanto, acabam gerando uma dependência em açúcares, porta de entrada para maus hábitos alimentares. Os pais precisam ser orientados desde o pré-natal, bem como babás e cuidadores para que não ofereçam alimentos prejudiciais às crianças.

O acúmulo de gordura precisa ser combatida em todas as faixas etárias. Pois as crianças expostas a uma alimentação baseada em açúcares e gorduras dos pais, inevitavelmente herdará esse costume. Nutricionistas das unidades de saúde municipais devem orientar e disciplinar a população em atividades coletivas, como elaboração de cardápios e acompanhamento periódico, inclusive nas escolas, desencorajando a entrada de alimentos processados e nocivos.

Outro ponto importante no combate à obesidade infantil, se dá no fato que as crianças estão cada vez mais se evadindo da prática esportiva. Os pais precisam desencorajar o abuso de jogos eletrônicos em detrimento das brincadeiras ao ar livre, e as escolas devem oferecer diversas modalidades esportivas para adequarem-se às diferentes predileções.

A mídia deverá ser impedida de fazer propaganda de comidas nocivas à saúde, da mesma forma que é não permitido anunciar drogas. Não se pode considerar como fato social a massificação da obesidade. Esse é um problema grave, responsável por várias doenças crônicas e incapacitantes, precisa ser combatido com a seriedade requerida.