Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/04/2018

Na atual conjuntura de um mundo globalizado e capitalista, fica cada vez mais difícil conciliar o corre-corre cotidiano da vida urbana com hábitos saudáveis. Consequentemente a população, em especial as crianças, vêm sendo acometidas por transtornos alimentares como a obesidade e suas comorbidades (hipertensão arterial, diabetes, gota entre outras). Desse modo, é evidente a necessidade de uma reeducação no que tange aos hábitos físicos e alimentares dos cidadãos, principalmente das crianças, o que torna a escola peça fundamental nesse processo.

Hodiernamente, com o aumento da demanda feminina no mercado de trabalho, o que lhe toma quase todo o tempo produtivo diário, somado a gama de produtos ultra processados disponibilizados pela indústria alimentícia, o bom e velho arroz com feijão está sendo substituído por alimentos de preparo instantâneo, e quem mais sofre são as crianças que durante a semana alimentam-se de maneira inadequada, e para piorar não praticam nenhum tipo de atividade física.

Ademais, a obesidade é uma doença que afeta diretamente a qualidade de vida, visto que um indivíduo obeso tem maior probabilidade de desenvolver doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, etc. Segundo os dados do Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso, e 8,4% dos adolescentes são obesos, situação que tende a se agravar, pois as crianças “gordinhas” de hoje serão os adultos doentes de amanhã.

Logo, mostra-se essencial a colaboração das Escolas no combate a obesidade por meio da valorização de atividades físicas. Isso pode ser feito mediante ações interativas e envolventes, como frequentes gincanas, jogos internos e aulas que diversifiquem as práticas esportivas, com o fim de obter adesão dos alunos e instituir o hábito de se fazer exercício regularmente. E ainda nas escolas, deve haver a promoção de palestras, que requeiram a presença dos responsáveis por cada aluno, sobre a importância de uma alimentação saudável e as consequências dos maus hábitos alimentares, com exposição de casos reais, com o fito de submeter a comunidade a uma nova “alfabetização alimentar”.