Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/04/2018
Um aspecto que se faz cada vez mais presente atualmente e que, segundo dados do Ministério da Saúde, afeta mais de 30% das crianças é a obesidade. Considerando uma possível ameaça à saúde infantil e, consequentemente, da sociedade como um todo por depender desta futuramente, observa-se a necessidade imediata de rever hábitos alimentares de modo a propiciar uma melhor qualidade de vida para esta faixa etária.
Além da genética, um dos principais fatores responsáveis por essa questão, é, sem dúvida, o número de propagandas direcionadas ao público-alvo, as quais utilizam elementos do imaginário infantil para promover um consumo desenfreado de fast foods e afins, característica esta típica do modo de produção capitalista, como muito explorado pelo filósofo e sociólogo alemão Karl Marx, e que favorece o desenvolvimento de inúmeras doenças, sendo diabetes e hipertensão as mais comuns.
Nota-se, ainda, um estímulo precário à prática de atividades físicas, - hábito este que, infelizmente, tende a permanecer durante toda a vida - uma vez que, diante de toda a tecnologia disponível, videogames e celulares tornaram-se atrativos indispensáveis, os quais, entretanto, contribuem para o sedentarismo. Outro agravante está presente na insuficiente carga horária da disciplina de Educação Física nas escolas, que, em geral, ocupa somente 1 dia da semana e dura 2 tempos de 50 minutos ou menos.
A partir do crescente perigo a este grupo ainda tão jovem, é evidente a urgência com que se deve disseminar rotinas de vida mais saudáveis e que gerem bem-estar. Logo, a mídia, como formadora e transmissora da cultura em massa, poderia se dedicar à criação de animações e propagandas que informem acerca da importância da ingestão de alimentos reguladores, construtores e energéticos; o Ministério da Educação, por sua vez, deveria reformular a grade curricular de forma a acrescentar mais horas à prática de exercícios físicos, dado que a atual mostra-se deficiente.