Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/04/2018
A obesidade é uma doença multifatorial, sendo os seus principais fatores os biológicos e os comportamentais. Como efeito desse mal, o indivíduo fica suscetível a adquirir várias patologias crônico-degenerativas, prejudicando sua saúde. Duas causas que explicam a maior incidência da obesidade infantil, que merece destaque no Brasil devido às altas porcentagens, são os péssimos hábitos alimentares e o sedentarismo desses indivíduos. Nesse cenário, torna-se necessário analisar as causas da obesidade e as consequências que podem se instalar no jovem brasileiro.
A ausência de uma educação alimentar e as diversas opções de pratos, fazem com que a criança opte por industrializados ou os “fast-foods” que são mais baratos e saborosos do que orgânicos em geral. Porém, esses alimentos contém alta carga de gorduras e baixo teor nutricional, fazendo com que quem os ingere tenha mais propensão de se tornar obeso. Um estudo realizado pela EAE Business School, especializada em hábitos de consumo, constatou que na América do Sul, o Brasil é o país que mais gasta com “fast-foods”, comprovando a tese de que as práticas alimentícias são inadequadas.
Outro fator que tem elevada importância é o sedentarismo. A escolha por eletrônicos e a não prática de alguma atividade física atrelada com os péssimos hábitos alimentares, faz com que o jovem tenha um aumento de peso, colocando a sua saúde em risco pela possibilidade de contrair doenças crônico-degenerativas, como diabetes, hipertensão e doenças coronárias. Um estudo feito pelo Ministério do Esporte, constatou que 32,7% dos entrevistados, de 15 a 19 anos, são sedentários por falta de tempo, confirmando o desinteresse nas atividades.
Torna-se evidente, portanto, que a família e a escola devam combater e precaver a obesidade infantil. A família, que participa como efetuadora principal do processo educacional dos filhos, deve incentivá-los a comer mais orgânicos e propor uma rejeição de “fast-foods”, com o intuito de melhorar seus hábitos alimentares. A escola, por sua vez, deve estimular, por meio de aulas sobre alimentação saudável, o aluno a perceber a necessidade da mudança dos seus costumes alimentares,e também a exigir a prática de exercícios físicos no ambiente escolar. Assim, a obesidade infantil pode ser revertida e ser garantida a futura geração do Brasil.