Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/04/2018

Com o advento do avanço da tecnologia a infância do brasileiro não é mais a mesma de algumas décadas atrás. As crianças da ¨era digital¨ preferem brincar com seus aparelhos eletrônicos em detrimento da prática de alguma atividade física. Em decorrência de tais fatos, atrelados a péssima alimentação do brasileiro no século XXI, tem se tornado uma questão de saúde pública o crescimento da taxa de obesidade infantil no país.

O IBGE estima que atualmente uma a cada três crianças sofrem com essa doença no Brasil. A obesidade infantil é um problema que precisa ser superado com urgência, visto que, sua ocorrência aumenta não só o risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e colesterol alto, mas também podem contribuir com o surgimento de problemas psicológicos, como depressão e baixa autoestima.

Os maus hábitos alimentares dos pais em decorrência do cotidiano atarefado, a falta de treinos esportivos na grade curricular da grande maioria das escolas, bem como a cultura de ¨fast food¨ são alguns dos fatores que retardam a resolução desse problema. Além disso, é pouco educativa a forma como a mídia aborda essa problemática e, cada vez maior o número de propagandas que enaltecem o consumo de alimentos de grandes marcas que na verdade são ricos em sódio e açúcares.

Cabe a mídia, portanto, abordar de maneira mais educativa essa problemática, trazendo para debate profissionais da área da saúde, com o intuito de conscientizar a população sobre os riscos da obesidade infantil. Para o filósofo alemão Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, sendo assim, cabe ao governo por meio do MEC, implementar nas escolas projetos com o apoio de nutricionistas para abordarem a temática da alimentação saudável, psicólogos para tratar dos problemas psicológicos consequentes da obesidade, educadores físicos para viabilizar a pratica de esportes e atividades físicas e médicos para acompanhar o estado clínico das crianças com essa doença.