Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/04/2018

No limiar do ano 10 000 a.C., com a Revolução Neolítica, houve avanços significativos na produção de utensílios e no desenvolvimento da agricultura, dessa forma alguns povos passaram a se fixar, deixando de ser nômades para se tornarem sedentários; contudo, tal comodidade começou a tomar conta do homem neolítico, que acabou, então, criando uma organização social, política e econômica que revolucionou a época. Ademais, é notória grandes marcas de tais modos de vida na sociedade atual, tendo como protagonista o mundo da comida e rápida, os famoso ‘‘fast food’’, e uma carência explícita  de atividade física; é evidente que o maior desafio a ser moldado é a educação alimentar das crianças e a desmistificação de processos que culminaram para o aparecimento da obesidade infantil.

Advindos  de uma sociedade marcada por processos de grande revolução, em relação ao modo comportamental e organizacional das sociedades, é evidente que tais efeitos são vistos até os dias atuais; tais como, a grande predisposição genética e a influência dos pais para com os filhos sobre a alimentação correta. No entanto, fatores externos  tais como: o crescimento econômico, a urbanização e a mudança nos padrões de consumo são alguns aspectos que explicam e auxiliam no crescente aumento do sobrepeso, pois, muitas famílias têm deixado de consumir pratos tradicionais e aumentado a ingestão de alimentos ultra-processados e de baixa qualidade nutricional.

A vida sedentária facilitada pelos avanços tecnológicos como: computadores, televisão, videogames, etc., fazem com que as crianças não precisem se esforçar fisicamente a nada, intensificando assim ainda mais os riscos de desenvolver problemas sérios de saúde, como diábetes e hipertensão. Hoje em dia, ao contrário de alguns anos atrás, as crianças devido a violência urbana a pedido de seus pais, ficam dentro de casa com atividades que não as estimulam fazer atividades físicas como correr, jogar bola, brincar de pique levando-as a passarem horas paradas enfrente a uma tv ou outro equipamento eletrônico e quase sempre com um pacote de biscoito ou um sanduíche regados a refrigerantes. Isto é um fator culminante para o desenvolvimento da obesidade infantil.

Convém, portanto, que primordialmente seja necessário um maior olhar dos pais sobre a carga nutricional dos filhos em conjunto com apoio escolar e da mídia. Deste modo, torna-se necessário implementar medidas de prevenção, como implantação de uma politica de saúde que envolva educação nutricional, estruturas para práticas recreativas, e legislação apropriada para rotulagem e publicidade de alimentos, pois a educação nutricional é uma estratégia valiosa e a medida mais viável diante desta situação. É de máxima importância também  que a adoção de  sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis que unam agricultura, alimentação, nutrição e saúde seja base para a vida familiar.