Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/04/2018
No filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, 2005, pode-se observar que o dono da empresa de doces, Willy Wonka, planeja atender aos desejos infantis de diversas formas, formulando uma série de produtos diferenciados para encantar as crianças. Saindo da esfera de ficção e entrando numa esfera social, percebe-se que atualmente as empresas alimentícias estão principalmente voltadas para o público infantojuvenil, o que incita o interesse dos menores e ânsia por tais produtos. Nesse contexto, é válido analisar e discutir os problemas relacionados à má alimentação e ao aumento de peso infantil atualmente.
Antes de tudo, é importante compreender que a mudança no padrão de consumo de alimentos tem sido alterada ao longo dos anos. Isso se justifica pelo fato de que muitas famílias têm deixado de consumir pratos tradicionais e, em troca, aumentado a ingestão de alimentos processados e de baixa qualidade nutricional, como forma de praticidade, e que afeta principalmente o público infantil. Tal questão tem diminuído cada vez mais na Europa devido a programas de saúde que tentam conectar as crianças e adolescentes com tecnologias e brincadeiras associadas a um estilo de vida mais saudável.
É notório observar, ainda, que a falta de atividades físicas, o sedentarismo, é uma das principais causas do aumento da epidemia de obesidade infantil. Isso porque, diferentemente das crianças da década de 2000 que brincavam mais nas ruas e movimentavam mais o corpo, as crianças e adolescentes, hoje em dia, dão preferência aos aparelhos eletrônicos como videogames, tablets, smartphones, entre outros, para entreter-se. Prova disso, são dados da OMS que mostram o aumento do sobrepeso infantil no Brasil e que em 2014 7,3% das crianças menores de 5 anos estão acima do peso.
Admite-se, portanto, como forma de combater as questões referentes a obesidade infantil, cabe as instituições formadoras de moral como famílias e escolas ensinarem as crianças, desde cedo, a comer alimentos que façam bem à saúde, juntamente com exercícios físicos, através de cardápios saudáveis acompanhados por nutricionistas. Também, cabe a mídia como principal veículo de informação, promover a alimentação saudável através de programas educativos, e desenhos que possam contribuir para que as crianças movam-se mais através de danças, corridas, entre outras formas. Assim, pode-se manter a esperança de uma população futura mais saudável.