Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/04/2018
A lei da inércia, conhecida como a primeira lei de Newton, afirma que um corpo tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso. Da mesma forma, a obesidade infantil é um problema que vem afetando um número cada vez maior de crianças ao redor do mundo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema, hábitos alimentares inadequados e a facilidade de acesso a alimentos industrializados, acabam por contribuir com a situação atual.
De acordo com o Ministério da saúde, o hábito alimentar do indivíduo começa a ser formado a partir dos 6 meses de vida, período em que a exposição a novos sabores e texturas de alimentos, estabelece as preferências do bebê, que nortearão suas escolhas alimentares no futuro. Nesse período, a introdução de alimentos inadequados como: papas prontas, refrigerantes, sucos de caixinha, achocolatados, salgadinhos, determinam a formação de hábitos alimentares inadequados por toda sua vida.
Somado a isso, a presença cada vez maior de alimentos industrializados no cardápio das crianças, se deve a praticidade no preparo, armazenamento e preços mais acessíveis desses itens. Contudo, essa alimentação mais “barata”, quando praticada de forma ininterrupta, trás consequências como: Obesidade, hipertensão, diabetes, problemas de autoestima que prejudicam a qualidade de vida desses indivíduos.
Portanto, fica clara a necessidade da adoção de medidas que mudem o percursos dessa realidade. Um exemplo disso seria, o MEC juntamente com o Ministério da saúde desenvolver oficinas alimentares nas escolas para as crianças e seus familiares, com o objetivo de ensiná-los receitas saudáveis, práticas e baratas que possam ser incluídas no cardápio da família, mostrando que uma alimentação saudável é possível de ser praticada e extremamente importante para o crescimento e desenvolvimento saudável dos jovens.