Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 03/04/2018

O combate à obesidade infantil é um desafio contemporâneo social e político. Nesse contexto, é possível citar dois aspectos que corroboram veementemente o problema: a atuação negativa da mídia, bem como a ausência da família na inserção de hábitos alimentares saudáveis.

A propaganda estratégica para atrair as crianças é a principal responsável pelo preocupante quadro de obesidade infantil. Para Adorno e Horkheimer, isso diz respeito a uma indústria cultural que tem como objetivo implantar a necessidade de consumo, provocando assim, a crise da razão. Desse modo, tal crise é mais preocupante quando o público destinado apresenta-se em em fase de desenvolvimento crítico, tornando-o suscetível à simples influências externas, a exemplo de embalagens com personagens infantis nos alimentos, não julgando o produto. Atrelado a isso, o Ministério da saúde constatou o preocupante dado de que 1 em cada 3 crianças estão com excesso de peso no Brasil.

Outrossim, contribuindo com o marketing apelativo, a falta de uma educação alimentar leva a criança comer irrestritamente. Além disso, na atual sociedade capitalista que valoriza o instantâneo, a alimentação de produto que rapidamente é produzido faz parte da rotina alimentar da sociedade. Logo, os pais tendo as práticas de consumos de alimentos calóricos e gordurosos inserem nos filhos esses hábitos. Conforme, defendeu John Locke a teoria da tabula rasa; ‘’ o ser humano é uma tela em branco que é preenchida por experiência e influência’’. Dessa maneira, os pais devem manter costumes de alimentos saudáveis juntamente com os filhos e influenciarem que alimentos industrializados desenvolvem problemas cardiovasculares, assim prejudica a sua expectativa de vida.

Diante disso, fica evidente que existem obstáculos para erradicar a obesidade infantil no Brasil, portanto, é preciso intervenção. Para tanto, o Estado, na figura do Poder legislativo, deve criar regulamentações mais severas sobre as propagandas infantis, para que a inconsciência não seja sinônimo de lucro. Além disso, cabe aos pais realizar um acompanhamento na alimentação ou promover a reeducação alimentar das crianças, por intermédio de nutricionistas, visando o equilíbrio alimentar.