Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 05/04/2018
A passagem do homem nômade é caracterizado pelo desenvolvimento de técnicas de cultivo e estocagem de alimento, conforme esses processos evoluíram a produção agrícola mundial cresceu, possibilitando uma oferta maior de alimentos e o elevado consumo desses. A medida que o acesso a comida, sobretudo a industrializada, aumenta, reflexos como a obesidade tornam-se frequentes dentro da constituição social de uma nação. O Brasil não foge a regra, a obesidade infantil em crescimento apresenta-se como uma das principais preocupações no âmbito médico, esse fator se deve, principalmente, aos maus hábitos alimentares e ao sedentarismo precoce.
Maus hábitos alimentares, durante a infância, refletem no ganho de peso corporal de crianças, como apontado pelo Ministério da Saúde, em que, uma em cada duas crianças estão acima do peso, potencializando assim o crescimento da obesidade nessa faixa etária. Se não houver controle e reversão desses hábitos, doenças crônicas como a diabetes, hipertensão arterial e colesterol HDL alto, e psicológicas como a depressão, oriunda do bullying no ambiente escolar, podem se desenvolver e, consequentemente, a futura geração adulta será doente e olerosa em tratamentos.
O sedentarismo também é um dos multifatores da obesidade que, durante a infância, potencializam o ganho de gordura. A rotina escolar e familiar em que uma criança está inserida relaciona-se diretamente com a presença ou falta de atividades físicas, assim como a presença, essencialmente, de aparelhos eletrônicos e seu uso excessivo promovem a troca de brincadeiras que promoveriam gasto energético por esses, como a televisão, que veicula constantemente propagandas do mercado alimentício voltado ao fast-food, incentivando maus hábitos alimentares.
De acordo com Richard White “A obesidade infantil é um problema mundial”, nesse sentido, o Brasil precisa adotar medidas a fim de que esse problema seja mitigado dentro do seu cenário. Portanto, o Ministério da Saúde junto ao poder legislativo e executivo deve elaborar leis para veiculação de propagandas de alimentos industrializados, em suma de fast-food, em canais abertos e em horários nobres, a fim de que o consumo de alimentos mais saudáveis e a mudança de hábitos alimentares sejam preferenciais. Como também, cabe a escola priorizar um currículo dentro da disciplina de Educação Física que incentive a prática de atividades físicas e que promova o conhecimento do que a falta dessas pode ocasionar, a fim de que na formação deste novo indivíduo, e em sua futura formação familiar, momentos que visam o bem estar e a saúde sejam frequentes.