Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/04/2018
Quando hipócrates, “pai da medicina”, afirma que “somos o que comemos”, expressa que a saúde é o reflexo da alimentação. Desse modo, a excelência alimentícia torna-se fundamental ao bom funcionamento corporal e psicológico do indivíduo. No entanto, quando o panorama do crescimento da obesidade infantil é analisada no Brasil, percebe-se que a progressão constitui-se como um grave problema de saúde pública. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a publicidade alimentícia e a negligência educacional.
Precipuamente, convém pontuar que o estímulo ao consumo de produtos industrializados é um importante intensificador do número de crianças obesas no país. Isso ocorre, sobretudo, pela utilização de estratégias persuasivas, por empresas do ramo alimentício, voltadas ao público infantil. Muitas propagandas, por exemplo, fazem associações com desenhos animados e brinquedos a fim de impulsionar a procura por produtos, majoritariamente, ultraprocessados, com altas taxas de sódio e baixo valor nutricional. Por decorrência disso, problemas como diabetes, colesterol elevado, complicações nas articulações e baixa autoestima, tornam-se cada vez mais frequentes entre os menores de idade no território nacional.
Além disso, vale ressaltar que a displicência a instrução acerca da alimentação e prática de exercícios físicos é a principal responsável pelos casos de sedentarismo e sobrepeso nas crianças brasileiras. Isso ocorre, especialmente, em razão da omissão aliada a desatenção das escolas em relação a qualidade, quantidade e riqueza nutritiva dos alimentos que constituem a dieta dos menores. Como resultado do avanço de peso da faixa etária em questão,distúrbios compulsórios, doenças cardiovasculares e casos de hipertensão arterial, apresentam alto índice de incidência e auxiliam a diminuição da qualidade de vida dos cidadãos.
Torna-se incontestável, portanto, que o contexto é preocupante e exige mudanças no campo social e estrutural. Desse modo, é fundamental que o Ministério da Saúde, em parceria com as empresas midiáticas, desenvolvam campanhas publicitárias informativas, com o intuito de expor os riscos do consumo de alimentos processados e como elevados índices de conservantes, gorduras e açúcar. Somando-se a isso, é necessário que as instituições de ensino aliadas aos núcleos familiares, não só estimulem o exercício frequente de esportes e brincadeiras dinâmicas como também incrementem uma dieta mas rica e natural, tanto nos centros de ensino quanto nas casas, com frutas, verduras, cereais e alimentos orgânicos, a fim de minimizar os índices de obesidade e garantir uma excelente expectativa de vida às gerações atuais e futuras.