Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/04/2018
Fast food, as famosas comidas rápidas, lanchonetes, aplicativos desenvolvidos para pedir lanches rápidos, todas essas facilidades nos dias de hoje combinadas a “falta de tempo” dos pais em preparar uma refeição mais saudável para seus filhos, são fatores que estão contribuindo para o aumento do número de crianças e adolescentes obesas no país. Desta forma, os desafios no combate a obesidade infantil torna-se responsabilidade principalmente dos pais, visto que, é em casa que se educa o paladar das crianças tornando-os adultos mais seletivos e saudáveis no que se refere a alimentação.
Segundo o Ministério da Saúde, um terço das crianças brasileiras estão com excesso de peso e no ritmo atual, calcula-se que o país terá 11,3 milhões de crianças obesas até 2025. Nesse sentido, é válido lembrar que esses são dados extremamente alarmantes, uma vez que a obesidade esta associada a diversas doenças crônicas, tais como: doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, cirrose, câncer, entre outras.
Ademais, verifica-se que além de uma alimentação inadequada, crianças e adolescentes, com o desenvolvimento da tecnologia, estão dormindo cada vez menos. Isso, aliado a não prática de atividade física potencializa o desenvolvimento de doenças crônico degenerativas.
Portanto, torna-se claro que os desafios no combate a obesidade infantil deve iniciar na conscientização dos pais e familiares. Para isso, o Ministério da Saúde em conjunto com as mídias sociais, devem lançar campanhas destacando as consequências da obesidade infantil na saúde dessas crianças e as possíveis doenças causadas pelo excesso de peso. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deve incentivar as escolas a criar políticas de controle, prevenção e combate à obesidade infanto-juvenil e apresentar diálogos com os pais sobre a importância na educação do paladar desde cedo. É importante ressaltar que as crianças de hoje serão os adultos de amanhã, e se nada for feito para mudar esse quadro de forma positiva, teremos uma parcela considerável de adultos doentes e consequentemente uma redução na expectativa de vida dessas pessoas.