Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 08/04/2018

De um lado, a má alimentação que reflete no desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas. Do outro, o bullying que as vítimas sofrem por conta da aparência acima do peso. Essa é a dubialidade que marca os desafios do combate à obesidade infantil.

No que concerne a má alimentação, a alta ingestão de alimentos industrializados e com grande concentração de gordura desenvolvem doenças diversas. O colesterol alto e a diabete são, por exemplo, resultados encontrados em indivíduos com sobrepeso. As crianças “gordas” tendem a desenvolver doenças cardiovasculares e na coluna e podem se tornar adultos doentes e de baixa expectativa de vida. Na América do Norte, os índices de crianças obesas vem aumentando gradativamente reflexo, também, da grande concentração de restaurantes “Fast-Food” local que lucram com a pouca educação alimentar.

Outro ponto que merece destaque refere-se ao bullying. A alimentação compulsiva em casos de crises de ansiedade é corriqueiro, visto que é utilizado como forma de “calmante”. No entanto, o aumento do peso é tido como fator de preconceito e humilhação por parte de indivíduos que consideram a vítima fora do padrão. No Brasil, as crianças atraídas pelas propagandas de lanchonetes tendem a consumir comidas gordurosas frequentemente em substituição de um alimento saudável.

Por conseguinte, algo precisa ser feito para resolver esse impasse. O Governo, na figura do Ministério da Saúde (MS), deve ampliar as campanhas de reeducação alimentar e política de controle do peso para deixar claro as formas de prevenção da obesidade. Além disso, a mídia deve divulgar anúncios nas redes sociais com o fito de informar as consequências que o sobrepeso pode proporcionar. Dessa forma, com essas e outras ações, o quadro reverte-se-á e muitas vidas serão poupadas.