Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 07/04/2018

“O ser humano pode alterar sua vida mudando sua atitude mental”. A frase, do fundador da psicologia moderna e médico William James, exprime a ideia de que muitos problemas giram em torno do que o ser humano pensa. Analisando esse conceito atrelado à contemporaneidade, nota-se que a obesidade infantil é um problema social e de saúde, uma vez que crianças trocam horas de alimentação saudável por comidas rápidas e industrializadas, porém se a atitude mental fosse modificada para um contexto visando à saúde, tudo mudaria.

É sabido que os problemas dessa má alimentação são vistos de forma mais evidente logo na infância, porém muitos deles são levados até a vida adulta como: hipertensão, diabetes, aterosclerose e somado ao sedentarismo outras doenças são desencadeadas como: dores nas articulações e problemas respiratórios. Ademais é perceptível que hábitos de alimentação saudável não são facilmente adquiridos e não são acessíveis para toda a população dificultando o término dessa problemática tão maciça na sociedade brasileira.

O resultado desse processo é a criação de uma infância que não foi vivida na sua plenitude marcada por doenças supracitadas e o consumo descontrolado. Além disso, alguns problemas sociais que parecem ser insolúveis estão relacionados ao materialismo histórico de Karl Marx, onde ele afirma que para analisar uma sociedade é necessário estudar o que ela produz a partir disso considerar sua infraestrutura sendo definida pelo modo de produção como o capitalista, socialista, feudal e outros e superestrutura caracterizada como o resultado dessa sociedade, sendo os hábitos alimentares uma subdivisão proveniente das culturas que se distribuem de forma tão diferente por todo território brasileiro mais uma vez dificultando a sua solução.

Portanto, é indubitável a existência desse problema e os desafios enfrentados na sua solução. Dessa forma, devem ser feitas ações sociais como esportes, exames, dicas de alimentação saudável, feiras com frutas e legumes mais baratos em centros de convivência de cada cidade ou estado, realizado por médicos, psiquiatras, nutricionistas e pequenos fazendeiros empreendedores feitos de forma sazonal com o intuito de disseminar práticas saudáveis e acessíveis. E, por fim, devem ser feitas campanhas e palestras em escolas direcionadas aos pais e responsáveis, realizadas por pediatras e nutricionistas com o objetivo de alertar os pais sobre a obesidade infantil e as inúmeras formas de preveni-la.