Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 07/04/2018
A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode atingir graus capazes de afetar a saúde. Ainda segundo a OMS, no ritmo atual, o Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas até 2025. Esse quadro problemático advém de fatores socioculturais e comportamentais, tais como a negligência da família e o sedentarismo.
De início, é importante citar que de acordo com um estudo publicado no New England Journal of Medicine, de cada cinco crianças com obesidade quatro continuarão obesas na vida adulta. Essa circunstância se deve ao conceito antigo (e errado) de que uma criança acima do peso é mais saudável e ao fato de muitos adultos acreditarem que o excesso de peso desaparecerá com o crescimento na adolescência. Os fatores citados anteriormente culminam na despreocupação por parte dos pais quanto ao problema de saúde dos filhos, a qual se torna um dos desafios socioculturais para resolver o problema.
Além disso, outro grande desafio para solucionar o impasse é o crescente sedentarismo. Conforme a OMS, crianças e adolescentes de 5 a 17 anos devem praticar uma hora diária de atividade física moderada ou intensa. Porém, é comum que nas escolas ocorram apenas duas aulas semanais de educação física em tempos de 50 minutos, enquanto em casa os hábitos de lazer variam majoritariamente entre televisão, videogame e computador. Dessa forma, pode-se observar que não há um estimulo adequado para o metabolismo infantil eliminar os carboidratos e lipídios excedentes da dieta, e isso aumenta o número de casos de obesidade infantil.
Destarte, torna-se evidente que a obesidade infantil prevalece pela ignorância da população quanto ao assunto e pela prática de exercícios insuficiente, então medidas são necessárias para resolver o problema. Em primeiro lugar, cabe à Receita Federal destinar uma parcela dos impostos de renda para que a Secretaria de Comunicação Social desenvolva comerciais de televisão e rádio, outdoors, panfletos, palestras abertas e vídeos nas redes sociais que orientem os pais e as crianças quanto à importância da alimentação saudável e os efeitos à longo prazo da obesidade. Em segundo lugar, o Ministério da Educação deve estabelecer um número maior de aulas semanais de Educação Física, e desenvolver através do Programa Nacional de Alimentação Escolar novas políticas de controle, prevenção e combate à obesidade infanto-juvenil que envolvam refeições saudáveis nas escolas de todo o país.