Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/04/2018
O mundo atual, mais do que nunca, é marcado por um abismo socioeconômico que reflete problemas tanto para os que estão na miséria quanto para os mais abastados: ao passo que a fome e a desnutrição assolam a parcela mais pobre da população, com semelhante risco à saúde, a obesidade atinge níveis altíssimos em países de maior estabilidade econômica. Tratando-se desse segundo caso, a obesidade infantil constituiu uma doença crescente no Brasil, fruto da rotina acelerada do mundo atual e do sedentarismo, que afeta negativamente aspectos físicos e psicológicos de milhões de crianças pelo país.
Em primeiro plano, pode-se destacar a dificuldade das pessoas em assimilar a rotina frenética de trabalho com um tempo em casa, com os filhos. Em decorrência, alimentos processados e “fast-foods” surgem como uma solução para muitos pais, que têm pouco tempo para se dedicar à saúde alimentar das crianças. O problema é que esses alimentos que propõem uma forma rápida de sanar a fome costumam ser ricos em gorduras e carboidratos, são pouco nutritivos e favorecem a obesidade.
Outro fator decisivo nessa questão é o sedentarismo: cada vez mais comum às crianças, é impulsionado pelo uso desregrado de novas tecnologias – tablets e smartphones, por exemplo – e pelo tempo em frente à televisão. Ao contrário das brincadeiras de alguns anos atrás, que incentivavam o movimento – como “amarelinha” e “pega-pega” –, hoje as crianças têm em suas mãos acesso a milhares de jogos, sem necessidade de sequer levantar do sofá. O resultado disso é a falta de aptidão física desde a infância, o que compromete uma vida saudável e contribui grandemente para quadros de obesidade.
As consequências da obesidade, assim como as causas, são diversas e abrangem aspectos físicos e psicológicos. Isso porque a obesidade está na base das maiores pandemias modernas: diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, depressão e ansiedade, além de aumentar a predisposição a uma série de outras doenças.
Diante desse cenário, é necessário buscar formas de combater a obesidade infantil no Brasil indo de encontro às suas principais causas. Para tanto, o Ministério da Educação deve inserir nas escolas, desde o Ensino Fundamental, conteúdos voltados para educação alimentar das crianças, conscientizando-as sobre a importância de se ter hábitos saudáveis e sobre os malefícios que certos alimentos trazem à saúde. Em adjunto a isso, a família deve incentivar nas crianças a prática de exercícios físicos e buscar estabelecer uma dieta saudável para elas. Dando maior importância à saúde das crianças, poder-se-á mitigar a obesidade infantil no Brasil e as doenças que a sucedem.